História
O território de Quixadá foi habitado pelos povos CANINDÉS e JENIPAPOS (grupo Tapuia), que resistiram à invasão portuguesa desde o século XVII. "Pacificados" em 1705 pela ocupação de Manuel Gomes de Oliveira e André Moreira Barros, esses povos foram praticamente extintos em conflitos até 1760, com o avanço da pecuária. A colonização se deu pela penetração via RIO JAGUARIBE → rio Banabuiú → rio Sitiá.
Quixadá foi elevada à categoria de cidade em 27 DE OUTUBRO DE 1870, desmembrando-se de Quixeramobim. Essa é a data oficial de aniversário. Até 1950, não existia o cargo legal de Prefeito — o comando municipal era exercido pelo PRESIDENTE DA CÂMARA, escolhido entre os vereadores eleitos. O primeiro "prefeito" (indireto) foi Laurentino Belmonte de Queiroz, fazendeiro local.
Nas décadas de 1960-1970, Quixadá chegou a figurar entre as 100 cidades mais populosas do Brasil — posição já perdida. No século XX, a cidade consolidou-se como polo do Sertão Central, com a criação da FECLESC (UECE, 1970s) e depois da Subseção Federal (2010-2011).
Entre os prefeitos marcantes, destaca-se ILÁRIO MARQUES (PT), ex-deputado estadual e federal, que governou a cidade por QUATRO MANDATOS (1993-1996, 2001-2004, 2005-2008, 2017-2020). Em 2020, Ricardo Silveira (PSD) pôs fim à hegemonia petista e foi REELEITO em 2024 com 69,24%.