História
O território de Limoeiro do Norte era habitado pelos povos PAIACU (ramo TAPUIA) e outras etnias antes da colonização. A ilha fluvial formada pelos rios JAGUARIBE e BANABUIÚ foi seu habitat natural. Na 2ª metade do séc. XVII, colonos portugueses vindos de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte ocuparam a região. A GUERRA DOS BÁRBAROS (fim do séc. XVII) dispersou os Paiacu. A construção da FORTALEZA REAL DE SÃO FRANCISCO XAVIER DA RIBEIRA DO JAGUARIBE consolidou o domínio português.
O crescimento urbano começou em torno da CAPELA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, construída a partir de 1845, hoje sede da Diocese. Antes de 1897, a região pertencia a São Bernardo de Russas. Em 30/08/1897, foi oficialmente emancipada como "VILA DE SÃO JOÃO DO JAGUARIBE". Depois passou a ser "VILA DO LIMOEIRO" e, em 1943, foi renomeada definitivamente como "LIMOEIRO DO NORTE" para distingui-la de Limoeiro/PE.
A origem do nome "LIMOEIRO" tem duas teses: plantações de limoeiros pelos indígenas Paiacu ou o SÍTIO LIMOEIRO da família Rodrigues (séc. XVIII, vinda de Pernambuco). Também há versão de que o primeiro pároco da Igreja Matriz plantou um limoeiro que deu nome ao lugar.
Em 2016, através da LEI ESTADUAL 16.198/2016 (publicada no DOE 16/01/2017), o distrito de TOMÉ passou a integrar Limoeiro do Norte — alteração territorial recente que ampliou o município.
Personagens históricos centrais incluem o DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ MARIA LUCENA (ex-presidente do TRF-5, natural da cidade, hoje homenageado no nome do Fórum Federal local) e o prefeito IRAPUAN DINAJÁ FEIJÓ, que dá nome ao Edifício- sede da Prefeitura desde 1971.