História
Caucaia guarda dois nomes e duas memórias em disputa, e o registro oficial conta a briga sem meias-palavras. O topônimo é indígena: o verbete do IBGE decompõe "caa", mato, e "caia", queimado, e traduz "mato queimado". Era aldeia de índios catequizada por jesuítas quando, em 1755, a Provisão Régia de 14 de abril e os Alvarás de 6 e 7 de junho, atos do governo pombalino que mandaram sequestrar os bens dos jesuítas e elevar a vila as aldeias tiradas da administração religiosa, levaram o capitão-mor do Ceará a fundar a Aldeia de Soure. Em 1759 a localidade foi elevada a vila com o nome de Vila Nova de Soure, desmembrada de Fortaleza, e é essa data que a cidade celebra. O nome português durou quase dois séculos: só o Decreto-lei estadual nº 1.114, de 30 de dezembro de 1943, devolveu ao município a denominação Caucaia, e o mesmo ato rebatizou dois distritos, Taquara como Mirambé e Primavera como Guararu. A formação administrativa é longa e cheia de idas e vindas: Tucunduba nasceu distrito em 1863, Sítios Novos em 1904, Catuana em 1951 com terras de Sítios Novos, Jurema só em 1990; Umari virou Umarituba em 1938 e no mesmo ato passou ao novo município de São Gonçalo, e Cauípe, criado em 1933, desapareceu da divisão territorial. O que ficou é um município de oito distritos e 1.223 km², com a sede colada em Fortaleza e o sertão dentro das próprias fronteiras.