História
Quixeramobim é uma das cidades mais antigas do Sertão Central cearense. Segundo a tradição, os primitivos habitantes eram os ÍNDIOS QUIXARÁS (grupo Tapuia), e o rio principal — hoje Rio Quixeramobim — era chamado por eles de RIO IBU. A ocupação colonial começou em 07/11/1702, quando o Capitão-mor Francisco Gil Ribeiro concedeu as PRIMEIRAS SESMARIAS às margens do Rio Ibu. Em 23/11/1744, o tenente-general Vicente Alves da Fonseca construiu o PRIMEIRO AÇUDE PÚBLICO DO CEARÁ em terras de sesmarias do riacho Pirabibu — marco hídrico histórico do estado.
Em 09/01/1824, Quixeramobim entrou para a HISTÓRIA NACIONAL: a Câmara Municipal DECLAROU DECAÍDA A DINASTIA BRAGANTINA e proclamou uma República, como represália à atitude de D. Pedro I em dissolver a Assembleia Constituinte. Foi o INÍCIO DA CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR no Ceará, movimento republicano que se estendeu por Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Esse ato municipal é um dos marcos mais antigos do constitucionalismo republicano brasileiro.
Em 14/08/1856, a Lei nº 770 elevou a Nova Vila do Campo Maior à categoria de cidade, com a simples denominação de QUIXERAMOBIM. Em 1870, a vizinha Quixadá desmembrou-se de Quixeramobim — hoje, as duas formam o DUPLO POLO do Sertão Central.
Na terceira década do séc. XIX, o município foi palco das SANGRENTAS LUTAS entre ARAÚJOS e MACIÉIS, família esta de onde surgiria ANTÔNIO VICENTE MENDES MACIEL (ANTÔNIO CONSELHEIRO), nascido aqui em 13/03/1830. Euclides da Cunha documentou essas rixas em "Os Sertões" (1902) como antecedentes do Conselheiro.
O primeiro prefeito após a elevação à cidade foi Dr. CORNÉLIO JOSÉ FERNANDES (1888-1891).