História
A cidade mudou de nome antes de existir como município. O lugar era pouso de tropeiros na Estrada Real, a caminho de Vila Boa de Goiás, e se chamava Goiabeira por causa de um goiabal que servia de referência no cerrado. Em 9 de janeiro de 1913 a Lei Municipal nº 80 criou ali o distrito de Goiabeiras, subordinado ao município de Curralinho — que em 1924, pela Lei estadual nº 762, passaria a se chamar Itaberaí. No recenseamento de 1920 o distrito já aparece como Inhumas, nome emprestado da ave de brejo. A emancipação veio pelo Decreto Estadual nº 602, de 19 de janeiro de 1931, com desmembramento de Itaberaí e instalação em 19 de março. A terra tinha sido ocupada mais por posse do que por escritura: a sesmaria exigia cultivar a área em dois anos, poucos conseguiam, e a maioria ficou sem documento — origem dos conflitos de demarcação que o verbete do IBGE registra. Nos anos 1920 e 1930, com a ferrovia chegando a Anápolis e Goiânia nascendo ao lado, a terra roxa boa para café atraiu sírios, libaneses, espanhóis, italianos, japoneses e portugueses, e veio o apelido de Princesinha do Cerrado. Em 1943 o Decreto-lei estadual nº 8.305 criou o distrito de Caturaí dentro de Inhumas; em 14 de novembro de 1958 a Lei estadual nº 2.132 o emancipou. Sessenta e sete anos depois Caturaí voltaria — não como distrito administrativo, mas como distrito judiciário da comarca.