História
O nome veio antes da cidade e antes da fé: Yara-Guá, "Senhor do Vale", era como o tupi-guarani chamava o córrego. O povoado que nasceu na margem, no século XVIII, chamou-se Arraial do Córrego do Jaraguá — e nasceu do ouro. Depois que Bartolomeu Bueno da Silva fundou Vila Boa por volta de 1726 e que as jazidas de Meia Ponte, a atual Pirenópolis, se revelaram, a busca subiu a serra e acampou aqui. O IBGE registra sem eufemismo quem cavou: mineradores e catadores traziam consigo os "pretos faiscadores", escravizados vindos em geral da chamada Nação Mina. Em 1748 já havia capela; em 1776 ergueu-se a de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito; em 1828 começou a da Conceição. Ao lado das lavras vieram sítios, fazendas e engenhos de aguardente — a economia que sobreviveu ao metal. Vila em 1833, desmembrada de Meia Ponte; cidade pela Lei Provincial nº 666, de 1882. Daí em diante Jaraguá passou meio século doando território: Goialina, hoje Petrolina de Goiás, em 1948; Uruana; Goianésia e Rialma em 1953 (Leis estaduais nº 747 e 753); Chagas, hoje São Francisco de Goiás, pela nº 768; Itaguaru em 1958; Santa Isabel e Cirilândia em 1982, pela Lei nº 9.187. Restou o distrito sede — e uma cidade que é mãe de meia dúzia.