História
Palmeiras de Goiás é uma cidade que se dividiu cinco vezes e mudou de nome quatro. A ocupação começou em 1800, quando uma família vinda de São Paulo requereu ao governador da capitania terras devolutas às margens do rio dos Bois e chamou o lugar de Sítio das Palmeiras. A escritura decisiva é de 20 de maio de 1832, lavrada no "Livro de Ouro" de São Sebastião, que transferiu o patrimônio para onde morava um garimpeiro apelidado Alemão — e foi esse apelido, não as palmeiras, que batizou o povoado. A igreja levou até 1843 para ficar pronta. São Sebastião do Alemão virou freguesia em 1857, vila pela Lei Provincial nº 814, de 1887, instalada em 7 de fevereiro de 1892, e cidade pela Lei estadual nº 260, de 6 de julho de 1905, com o nome encurtado para Alemão. A Lei estadual nº 540, de 14 de junho de 1917, trocou Alemão por Palmeiras; o Decreto-lei estadual nº 8.305, de 1943, trocou Palmeiras por Mataúna; e o artigo 65 das Disposições Transitórias da Constituição Estadual de 1947 devolveu o nome, com o acréscimo "de Goiás". Do território original saíram, em sequência, Paraúna (1930), Edéia (1948), Jandaia (1953), Palminópolis (1961) e Cezarina (1988) — cinco municípios gerados por um só.