História
A história de Moju remonta a meados do século XVIII, quando terras às margens do Rio Moju foram doadas, por volta de 1754, por Antônio Dornelas de Sousa à Irmandade do Divino Espírito Santo, sob cuja invocação se ergueu a freguesia — marco da ocupação colonial da região pelo caminho dos rios. O povoado cresceu ancorado na navegação fluvial e no extrativismo, articulando Belém ao interior do baixo Tocantins. A criação do município veio pela Lei provincial nº 279, de 28 de agosto de 1856, consolidando politicamente um território que já era ponto de passagem e de comércio ribeirinho. Ao longo do século XX, Moju manteve a fisionomia de município amazônico de vastas áreas rurais, colônias agrícolas e comunidades tradicionais, entre as quais os quilombos do vale do Jambuaçu, cuja formação remonta ao período da escravidão nos engenhos e propriedades da região.