História
Breves é caso SINGULAR na história de municípios brasileiros: seu topônimo vem de SOBRENOME DE FAMÍLIAS, não de Tupi (como Abaetetuba, Cametá ou Itaituba) nem de santo padroeiro. A origem remonta a novembro de 1738, quando o capitão geral do Pará João de Abreu Castelo Branco concedeu, em sesmaria, terras na região do rio Parahuaú aos irmãos portugueses MANUEL FERNANDES BREVES e ÂNGELO FERNANDES BREVES. A doação foi confirmada pelo Rei de Portugal em 30 de março de 1740. Os primeiros habitantes documentados da região, anterior à colonização portuguesa, foram os índios da TRIBO DOS BOCAS, etnia que dá o pano de fundo cultural mais profundo do povo brevense. Com a instalação de um engenho de açúcar pelos Breves, a localidade passou a ser chamada de "ENGENHO DOS BREVES". Com o crescimento populacional, outros familiares e colonos juntaram-se ao núcleo inicial, formando o "LUGAR DOS BREVES". Em 20 de outubro de 1781, por portaria do então capitão geral José de Nápoles Telo de Meneses, a localidade foi elevada a "SANTANA DOS BREVES"acrescentando a devoção à padroeira. A trajetória institucional continuou: em 30 de dezembro de 1850, pela Lei Provincial nº 172, Breves foi elevada a FREGUESIA com invocação a Nossa Senhora Sant'Ana. Em 25 de outubro de 1851, pela Resolução nº 200, tornou-se VILA e sede do município, incorporando inclusive o território da antiga Vila de Melgaço. Finalmente, em 10 de novembro de 1909, a Lei Estadual nº 1.122 elevou definitivamente a sede ao foro de CIDADE. Durante o século XX, Breves consolidou-se como POLO COMERCIAL E DE NAVEGAÇÃO do Marajó, posição privilegiada nas rotas fluviais que conectam o interior do arquipélago à capital Belém. Em 20 de novembro de 2014, o novo prédio do Fórum foi inaugurado pela então presidência do TJPA, marco institucional do fortalecimento da Justiça no Marajó. Em outubro de 2024, Xarão Leão (José Antônio Azevedo Leão) foi eleito prefeito para o mandato 2025-2028, sucedendo sua própria gestão anterior no cargo (ou iniciando novo ciclo). Em 2025, o CNJ designou o Marajó como PROJETO-PILOTO nacional da campanha "Se Renda à Infância"reconhecendo a alta vulnerabilidade das crianças do arquipélago.