Cidade de PR

União da Vitória

União da Vitória tem 55.033 habitantes (Censo 2022) em 720 km² do Sudeste Paranaense e nasceu do mesmo município que Porto União, em Santa Catarina: o acordo de limites que encerrou a Guerra do Contestado partiu em dois o antigo Porto União da Vitória, e as metades seguem formando uma só mancha urbana separada pelo rio Iguaçu. É comarca de entrância final do TJPR desde 2012, sede da 51ª Seção Judiciária, com seis varas judiciais, duas delas criminais. O Júri é julgado na 1ª Vara Criminal, mas os processos são instruídos até a pronúncia nas duas. Há Cadeia Pública no centro e, ainda assim, a execução da pena em regime fechado e semiaberto corre na Vara de Execuções Penais de Guarapuava. A cidade tem ainda Vara Federal — com jurisdição sobre Porto União/SC nos juizados especiais —, Vara do Trabalho, Promotorias, Defensoria e subseção da OAB/PR que abrange um município catarinense.

UF
PR
Porte
média
População
55.033 hab.

Para questões judiciais em União da Vitória (PR), o juízo competente é da Comarca de União da Vitória — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

Pessoa presa e a família sem informação? Veja como localizar uma pessoa presa no Paraná — o passo a passo com os canais oficiais do estado.

Precisa de um advogado?

Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional

Particularidades

História

A história de União da Vitória começa num lugar raso do rio. Em 12 de abril de 1842, procurando encurtar o caminho entre Palmas e Palmeira para a passagem das tropas de gado, Pedro Siqueira Cortes encontrou no Iguaçu um vau, e ali se fixou o povoado de Porto União — que em 1855 passou a Porto União da Vitória e em 1877 a Freguesia de União da Vitória. A freguesia veio pela Lei Provincial nº 615, de 22 de abril de 1880, subordinada a Palmas; o município, pelo Decreto Estadual nº 54, de 27 de março de 1890, desmembrado de Palmas e instalado em 4 de maio; a condição de cidade e a comarca, ambas pela Lei estadual nº 744, de 11 de março de 1908. Em 1881 começou a navegação a vapor no Iguaçu e chegaram os primeiros colonos europeus — alemães, poloneses, ucranianos, austríacos, russos e, no século XX, libaneses. O corte veio da guerra. Registra o próprio Tribunal de Justiça do Paraná que, em decorrência da Guerra do Contestado (1912-1916), o tratado de limites desmembrou a cidade em duas: Porto União ficou com Santa Catarina e União da Vitória continuou paranaense. O verbete do IBGE sobre a cidade catarinense fecha o raciocínio: Porto União foi elevado a município pela Lei estadual catarinense nº 1.147, de 25 de agosto de 1917, "desmembrado do município de Porto União da Vitória". Um município de nome comprido foi cortado ao meio e cada metade ficou com um pedaço do nome. E impressiona o silêncio: o histórico oficial do IBGE sobre União da Vitória detalha dezenas de criações e transferências de distritos entre 1918 e 1964 e não menciona a perda de território para Santa Catarina em 1917.

Economia

Setenta e seis habitantes por quilômetro quadrado em 720 km²: União da Vitória é uma sede urbana densa cercada de campo e reflorestamento. O PIB municipal foi de R$ 2,22 bilhões em 2023, segundo o IBGE, e vem menos da produção primária do que da função de centro — comércio, saúde, ensino superior, bancos e serviços públicos que atendem um raio bem maior que o município. O que sustenta essa função é a geografia de entroncamento herdada do vau: o rio primeiro, depois a Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande, hoje as federais BR-153 e BR-476, que fazem da cidade parada de carga entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Curitiba. O efeito jurídico é pouco lembrado: como a metade catarinense da cidade não é servida pelos mesmos foros, um contrato assinado no centro pode ser discutido em dois Estados conforme o lado da rua em que a empresa esteja registrada. Some-se a cheia do Iguaçu, que já parou o comércio inteiro e continua ditando onde se pode e onde não se pode construir.

Panorama jurídico

Quem procura a comarca de União da Vitória precisa saber três coisas que não estão em lista nenhuma. A primeira é a entrância: a comarca é de entrância final desde 2012, por força do artigo 264, inciso I, alínea "l", do Código de Organização e Divisão Judiciárias, na redação da Lei estadual nº 17.249, de 31 de julho daquele ano — mas o artigo 277 do mesmo código, com redação de 2004 nunca corrigida, continua listando a cidade entre as comarcas de entrância intermediária; prevalece o Anexo I, atualizado até 2025, que a traz como final. A segunda é o Júri: não há vara privativa e, pelo artigo 16, § 1º, da Resolução nº 93/2013 do Órgão Especial do TJPR, os processos de crime doloso contra a vida são distribuídos entre a 1ª e a 2ª Varas Criminais e instruídos até a pronúncia; preclusa a pronúncia, os autos vão para a 1ª Vara Criminal, que preside o plenário. A terceira é a execução penal, e é a que mais custa a quem não confere: existe cadeia pública dentro da cidade, mas o artigo 29, inciso I, da mesma resolução manda a execução de fechado e semiaberto para a Vara de Execuções Penais da área de jurisdição, e o Anexo VIII do Código, atualizado até a Lei estadual nº 21.207/2022, coloca União da Vitória na área da VEP de Guarapuava — a 8ª Vara Judicial daquela comarca. Ficam na cidade o meio aberto, as restritivas de direito, o livramento condicional e o sursis, que a 2ª Vara Criminal executa (arts. 27 e 28, IV), e a corregedoria dos presídios, da 1ª Vara Criminal (art. 37, II). A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O bem tombado mais expressivo da cidade não cabe num Estado só. A Estação Ferroviária de União da Vitória, a Estação "União", foi inaugurada em 15 de agosto de 1942 para substituir os dois postos ferroviários que funcionavam separados nas duas margens, obrigando trem, passageiro e carga a parar duas vezes na mesma cidade. A solução foi literal: dois corpos iguais em área coberta e em fisionomia, ligados de modo a formar uma grande abóbada em arco, com galeria subterrânea para pedestres por baixo dos trilhos. A edificação integrava a linha da ferrovia São Paulo-Rio Grande, a mesma cuja construção reorganizou — e desalojou — a população do Contestado. O Paraná inscreveu o bem no Livro do Tombo sob o número 132-II em 10 de outubro de 2000, no processo 02/97, e o tombamento se deu também em Santa Catarina. O município tem ainda dois outros bens tombados pelo Estado: o Cine Teatro Luz, peça da vida cultural local desde 1947, e a Escola Estadual Professor Serapião, fundada em 1913 e instalada em prédio de 1917 — o ano em que a cidade foi partida.

Curiosidades

A primeira curiosidade é de cartório: "Porto União" e "União da Vitória" são as duas metades de "Porto União da Vitória", o município único que existiu até 1917. A cidade não mudou de nome — perdeu a primeira parte dele para a vizinha. A segunda é institucional e está na lista oficial da Ordem dos Advogados: a subseção paranaense de União da Vitória abrange, entre nove municípios, um que fica em Santa Catarina. A terceira é arquitetônica: a estação ferroviária de 1942 é um prédio dividido em dois corpos gêmeos, um em cada Estado, unidos por uma galeria por baixo da linha — atravessava-se a divisa interestadual passando por baixo do trem. A quarta é telefônica: o fórum catarinense de Porto União atende pelo (42) 3521-3700, mesmo código de área e mesmo prefixo de central da prefeitura paranaense, porque a rede seguiu a cidade real e não a linha do mapa. E há uma quinta, processual e nada folclórica: quem é preso do lado catarinense tem a legalidade da prisão apreciada pela Vara Regional de Garantias do Planalto Norte, instalada em Mafra desde 26 de fevereiro de 2025 e competente também para Porto União; quem é preso trezentos metros adiante, do lado paranaense, é apreciado pela própria vara criminal local, porque o Paraná concentrou a Central de Garantias em Curitiba. Mesma mancha urbana, duas arquiteturas processuais.

Educação e cidadania

Para quem mora no Vale do Iguaçu, União da Vitória é onde as instituições estão. A Defensoria Pública do Estado atende na Rua Cruz Machado, de segunda a quinta das 13h às 17h, com defensorias designadas por vara — uma para a 1ª Vara Criminal e Infância e Juventude, outra para a 2ª Vara Criminal — e alcança ainda Bituruna, Cruz Machado, General Carneiro, Paula Freitas e Porto Vitória. O Ministério Público mantém Central de Atendimento ao Cidadão no São Basílio Magno e um GAEMA regional na Rua Doutor Cruz Machado, com atuação ambiental e urbanística sobre cinco comarcas. A subseção da OAB/PR, com 833 advogados ativos, fica na mesma rua do Fórum, e o eleitor é atendido por duas zonas eleitorais sediadas no município, a 33ª e a 153ª. E há um capítulo de cidadania que a cidade aprendeu à força: em julho de 1983, quando choveram cerca de 800 milímetros sobre o Vale do Iguaçu contra uma média de 138, o rio saiu de 2,50 para 10,42 metros, mais de 2.400 famílias ficaram em situação vulnerável e dezoito pessoas morreram, segundo o registro da Defesa Civil do Paraná. Desde então, saber onde passa a cota de inundação, a quem se dirige o pedido de defesa civil e qual é o canal ambiental do Ministério Público virou informação de sobrevivência patrimonial para quem mora perto da água.

Segurança e fronteira

Cento e quatro vagas para cento e trinta e oito pessoas: é o retrato que a Defensoria Pública do Estado registrou na Cadeia Pública de União da Vitória em 8 de maio de 2024 — unidade masculina que abriga provisórios e sentenciados, com setor de convívio, de seguro e de inclusão pelo trabalho, e sem setor de isolamento. A cadeia fica no centro, vinculada à Região Administrativa de Guarapuava do Departamento de Polícia Penal, a mesma Guarapuava onde é decidido o incidente de execução de quem está ali preso em regime fechado ou semiaberto. O outro traço da segurança local é a linha invisível que corta a cidade. Como a mancha urbana é contínua entre dois Estados, o Código de Processo Penal vira ferramenta de trabalho corriqueira: o artigo 70 fixa a competência pelo lugar da consumação e, no § 1º, pelo lugar do último ato de execução na tentativa; o § 3º resolve o que aqui é rotina — sendo incerto o limite entre duas jurisdições, a competência firma-se pela prevenção; o artigo 71 estende essa prevenção ao crime continuado ou permanente praticado em território de mais de uma jurisdição; e o artigo 72 manda olhar o domicílio do réu quando o lugar da infração é desconhecido. Para a defesa, a pergunta prática raramente é feita a tempo: em qual das duas cidades o fato se consumou e em qual delas o flagrante foi lavrado. As duas respostas não coincidem por obrigação.

Dados do município

Mesorregião
Sudeste Paranaense
Microrregião
União da Vitória
Área (km²)
719.998
População (Censo 2022)
55.033
Densidade demográfica (hab/km²)
76.43

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Órgãos e instituições — União da Vitória/PR

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de União da Vitória
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR)
Entrância
entrância final (art. 264, I, alínea l, do CODJ, na redação da Lei estadual nº 17.249, de 31 de julho de 2012)
Seção judiciária
51ª Seção Judiciária, com sede em União da Vitória
Criação
Comarca criada pela Lei estadual nº 744, de 11 de março de 1908, e instalada em 15 de maio de 1908. A mesma lei elevou o povoado à condição de cidade: foro e cidade nasceram no mesmo ato.
Classificação
Aqui a fonte desmente quem lê rápido. A comarca foi de entrância intermediária até 2012, quando o artigo 264, inciso I, alínea "l", do Código de Organização e Divisão Judiciárias do Paraná — na redação da Lei estadual nº 17.249, de 31 de julho daquele ano — a elevou à entrância final, junto com Guarapuava, Toledo, Pato Branco e outras oito; a solenidade foi em 4 de setembro de 2012. O detalhe que engana: o artigo 277 do MESMO código, com redação de 2004 nunca atualizada, segue arrolando União da Vitória entre as comarcas de entrância intermediária. Prevalece o Anexo I, atualizado até a Lei estadual nº 22.633/2025 e o Decreto Judiciário nº 523/2025, que a lista como final.
Estrutura
Pelo artigo 318 da Resolução nº 93/2013 do Órgão Especial do TJPR, a comarca tem seis varas judiciais, todas instaladas: 1ª e 2ª Varas Cíveis e da Fazenda Pública (art. 319; na 1ª, com exclusividade e compensação na distribuição, as ações sobre o direito à saúde pública, por força do art. 319-A); 1ª e 2ª Varas Criminais (art. 320, correspondentes à 3ª e à 4ª Varas Judiciais); Vara de Família e Sucessões, Infância e Juventude, Acidentes do Trabalho, Registros Públicos e Corregedoria do Foro Extrajudicial (art. 321); e Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública (art. 322). A 2ª Vara Cível e a 2ª Vara Criminal vieram da Lei estadual nº 16.833, de 28 de junho de 2011.
Tribunal do juri
Não há vara privativa do Júri, e por isso vale o artigo 16, § 1º, da Resolução nº 93/2013: onde existe mais de uma vara criminal e nenhuma privativa, os processos de crime doloso contra a vida são distribuídos entre as duas Varas Criminais e instruídos até a pronúncia; preclusa a pronúncia, os autos seguem para a 1ª Vara Criminal, que julga o réu em plenário. O juiz que instrui pode, portanto, não ser o que preside o Júri — e, pelo § 2º, a cada julgamento realizado a 1ª Vara Criminal recebe um processo a menos na distribuição.
Execução penal
Há cadeia pública no município, mas a execução da pena em regime fechado e semiaberto NÃO corre em União da Vitória. O artigo 29, inciso I, da Resolução nº 93/2013 entrega esses processos à Vara de Execuções Penais da área de jurisdição, e essa área é a do Anexo VIII do Código de Organização e Divisão Judiciárias — atualizado até a Lei estadual nº 21.207, de 23 de agosto de 2022 —, que coloca União da Vitória na coluna da Vara de Execuções Penais de Guarapuava, a 8ª Vara Judicial daquela comarca (art. 180). É lá que se decidem progressão de regime, remição, livramento condicional, falta grave e saída temporária. O outro trilho fica na cidade: pelos artigos 27 e 28, inciso IV, o regime aberto, as penas restritivas de direito e a fiscalização do livramento condicional e do sursis competem ao juízo da residência do sentenciado e, nas comarcas com duas varas criminais, à 2ª Vara Criminal — o mesmo valendo para a medida de segurança ambulatorial (art. 35, § 1º, IV). A medida de segurança de internação fica com a 1ª Vara Criminal enquanto o sentenciado não é implantado em unidade do sistema, e passa depois à 73ª Vara Judicial de Curitiba (art. 34). Já a corregedoria dos presídios — inspeção da unidade, interdição e habeas corpus contra atos da administração prisional (art. 36, I, II e IV) — cabe à 1ª Vara Criminal (art. 37, II). Na prática a defesa lida com três juízos: Guarapuava para o incidente de fechado e semiaberto, a 2ª Vara Criminal para o meio aberto e a 1ª para o que se passa dentro da cadeia.
Juiz das garantias
O Paraná não regionalizou o juiz das garantias. A Resolução nº 455, de 26 de agosto de 2024, do Órgão Especial do TJPR incluiu o artigo 139-B na Resolução nº 93/2013 e criou a Central de Garantias Especializada como 55ª Vara Judicial — do Foro Central de Curitiba, que pelo artigo 129 é integrado apenas pelo Município de Curitiba. A unidade funciona desde 17 de outubro de 2024 e não tem cláusula de alcance estadual: quando a resolução quer competência para todo o Paraná, ela diz expressamente, como faz para os executivos fiscais estaduais. Em União da Vitória, portanto, o controle jurisdicional do inquérito, as cautelares, o auto de prisão em flagrante, a audiência de custódia e os habeas corpus continuam com as próprias Varas Criminais (art. 10) — o afastamento do artigo 10-A só opera nas comarcas e foros em que o juiz das garantias funciona. E, mesmo em Curitiba, o artigo 139-B exclui da Central os processos de competência do Tribunal do Júri (I), os de violência doméstica e familiar (II), os dos juizados especiais criminais (III) e os das varas criminais colegiadas (IV).
Jurisdição
Pelo artigo 317 da Resolução nº 93/2013, a comarca é integrada pelos municípios de União da Vitória, Paula Freitas, Cruz Machado, Bituruna, General Carneiro e Porto Vitória, além do serviço distrital de São Cristóvão, no próprio território municipal.
Endereço
Fórum Desembargador Francisco de Paula Xavier Filho — Rua Marechal Floriano Peixoto, 314, Centro, União da Vitória - PR, CEP 84600-000. A Vara de Família e Sucessões, Infância e Juventude e anexos não funciona no prédio do Fórum: fica na Rua Professora Amazília, 780, esquina com a Rua Desembargador Costa Carvalho, no centro.
Telefones
Emails varas criminais

OAB — Subseção

Nome
Subseção de União da Vitória da OAB/PR
Endereço
Rua Marechal Floriano Peixoto, 326, Centro, União da Vitória - PR, CEP 84600-105
Telefone
E-mail
Abrangência
Bituruna, Cruz Machado, General Carneiro, Paula Freitas, Paulo Frontin, Porto União (SC), Porto Vitória, São Mateus do Sul e União da Vitória
Advogados ativos
833 (cadastro da Seccional)
Estrutura
A relação oficial da Seccional traz uma linha que quase não se repete no país: entre os municípios abrangidos pela subseção paranaense está Porto União, que fica em Santa Catarina. A advocacia da margem catarinense se organiza na Ordem do Estado vizinho — porque é do lado de cá da ponte que estão o fórum estadual, a vara federal e a vara do trabalho que ela frequenta.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
1ª Vara Federal de União da Vitória, com competência previdenciária e cível residual, comum e de juizado especial, na Avenida Manoel Ribas, 600.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de União da Vitória (TRT-9), na Rua Coronel João Gualberto, 330.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo portal e aplicativo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Há uma unidade prisional no município: a Cadeia Pública de União da Vitória, no centro, a poucos quarteirões do Fórum. É masculina e recebe tanto preso provisório quanto sentenciado, com separação entre regime fechado e semiaberto. Na inspeção da Defensoria Pública do Estado realizada em 8 de maio de 2024, tinha capacidade declarada para 104 pessoas e abrigava 138, em setor de convívio, de seguro e de inclusão pelo trabalho, sem setor de isolamento. Para a família, a visita não exige sair da cidade. Para a defesa, a distância aparece noutro lugar: o incidente de execução de quem cumpre pena fechada ou semiaberta ali é decidido pela Vara de Execuções Penais de Guarapuava.
Observação órgão
Atenção ao nome do órgão: o antigo Departamento Penitenciário do Estado do Paraná foi transformado em Departamento de Polícia Penal (DEPPEN), da Secretaria de Estado da Segurança Pública, na esteira da Emenda Constitucional nº 104/2019. A região administrativa a que a cadeia se vincula é a de Guarapuava — a mesma cidade onde fica a vara que decide a execução da pena.
Unidades
· Cadeia Pública de União da Vitória (CPUVIT) · Administração
Departamento de Polícia Penal do Paraná (DEPPEN) — Região Administrativa de Guarapuava (R3), na Secretaria de Estado da Segurança Pública
· Cadeia Pública de União da Vitória (CPUVIT) · Endereço
Rua Marechal Deodoro, 150, Centro, União da Vitória - PR, CEP 84600-000
· Cadeia Pública de União da Vitória (CPUVIT) · E-mail
· Cadeia Pública de União da Vitória (CPUVIT) · Perfil
unidade masculina; presos provisórios e sentenciados, em regime fechado e semiaberto

Ministério Público Estadual

Estadual
O Ministério Público do Estado do Paraná atua na comarca com Promotorias de Justiça junto ao foro nas áreas criminal, do Júri, cível, de família, da infância e juventude e da cidadania, e mantém na cidade Central de Atendimento ao Cidadão.
Endereço
Central de Atendimento ao Cidadão — Rua José de Ivahy Oliveira Viana, 139, São Basílio Magno, União da Vitória - PR, CEP 84600-000
Telefone
E-mail
Gaema regional
União da Vitória sedia um Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (GAEMA) regional do MPPR, na Rua Doutor Cruz Machado, 493, atuando nas comarcas de Mallet, Rebouças, São João do Triunfo, São Mateus do Sul e União da Vitória — canal institucional para área de risco, ocupação de várzea e uso do rio num município cortado pelo Iguaçu.

Defensoria Pública Estadual

Atendimento
A Defensoria Pública do Estado do Paraná mantém unidade em União da Vitória, na Rua Cruz Machado, 141, esquina com a Avenida Manoel Ribas, Centro, CEP 84600-175. O primeiro atendimento é feito pelo telefone (42) 99135-6803, de segunda a quinta das 13h às 17h, ficando a sexta reservada às urgências, e alcança a matéria criminal.
Estrutura criminal
A divisão publicada pela própria Defensoria mostra defensor dedicado a cada vara criminal: a 2ª Defensoria Pública atua perante a 1ª Vara Criminal e na Infância e Juventude, e a 3ª Defensoria Pública perante a 2ª Vara Criminal; a 1ª e a 6ª respondem por ajuizamento de ações e por violência doméstica.
Abrangência
União da Vitória, Bituruna, Cruz Machado, General Carneiro, Paula Freitas e Porto Vitória
Defensoria pública uniao
Nas causas de competência da Justiça Federal — inclusive nos Juizados Especiais Federais que funcionam junto à Vara Federal da cidade — o atendimento gratuito cabe à Defensoria Pública da União.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de União da Vitória — Seção Judiciária do Paraná, Justiça Federal da 4ª Região (TRF4)
Estrutura
1ª Vara Federal de União da Vitória, com competência exclusiva, no território da subseção, sobre os processos previdenciários do juízo comum e do juizado especial e sobre a competência cível residual de ambos.
Endereço
Avenida Manoel Ribas, 600, Centro, União da Vitória - PR, CEP 84600-280
Telefone
E-mail
Jurisdição
Treze municípios paranaenses: Antônio Olinto, Bituruna, Cruz Machado, General Carneiro, Mallet, Paula Freitas, Paulo Frontin, Porto Vitória, Rebouças, Rio Azul, São João do Triunfo, São Mateus do Sul e União da Vitória.
Jurisdição interestadual
A relação não é só paranaense. O município de Porto União, em Santa Catarina, tem jurisdição excepcional junto à Subseção de União da Vitória nas ações de competência dos Juizados Especiais Federais — a Justiça Federal reconhecendo que, da margem catarinense, se atravessa uma ponte para chegar ao balcão, e não uma serra para alcançar outra subseção do próprio Estado.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de União da Vitória
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-9), com sede em Curitiba
Endereço
Rua Coronel João Gualberto, 330, Centro, União da Vitória - PR, CEP 84600-210
Telefone
E-mail
Criação
Criada pela Lei nº 5.082, de 26 de agosto de 1966, e instalada em 17 de novembro de 1967.
Abrangência
Antônio Olinto, Bituruna, Cruz Machado, General Carneiro, Paula Freitas, Paulo Frontin, Porto Vitória, São Mateus do Sul e União da Vitória
Observação fronteira
A jurisdição para no rio. Quem trabalha em Porto União não reclama na vara que fica a poucas centenas de metros da ponte: o município catarinense pertence à 12ª Região, e as reclamatórias correm na Vara do Trabalho de Caçador, no Meio-Oeste de Santa Catarina. Trocar de emprego dentro da mesma mancha urbana pode significar trocar de Regional trabalhista sem mudar de bairro.

Justiça Eleitoral

Zona
33ª Zona Eleitoral — União da Vitória e Paula Freitas
Zona vizinha
153ª Zona Eleitoral — Bituruna, Cruz Machado, General Carneiro e Porto Vitória, também sediada em União da Vitória
Central atendimento eleitor
148
Site
www.tre-pr.jus.br

Segurança Pública

Panorama
A arquitetura de segurança de União da Vitória tem uma peculiaridade que não existe em cidade de interior comum: metade do tecido urbano está sob outra polícia civil, outro Ministério Público e outro tribunal. No município ficam a 4ª Subdivisão Policial e a Cadeia Pública, ambas no centro; do outro lado da ponte começa a comarca catarinense de Porto União. Some-se a posição de entroncamento: a BR-153, a Transbrasiliana, é o eixo de quem vem do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, e a BR-476, a Rodovia do Xisto, liga a cidade a Curitiba.
Violência domestica
A comarca não tem vara especializada em violência doméstica: a Resolução nº 93/2013 dá às duas Varas Criminais competência criminal sem especialização (art. 320), e é o artigo 10, inciso IV, que lhes entrega as causas e as medidas protetivas da Lei nº 11.340/2006. A Defensoria mantém defensorias designadas para a matéria e a Central de Atendimento à Mulher, pelo 180, funciona 24 horas.

Polícia Civil

Unidade
4ª Subdivisão Policial de União da Vitória — Polícia Civil do Paraná, na Divisão Policial do Interior (DPI)
Observação registro
A subdivisão responde pelo atendimento de ocorrências no município e pela investigação na região. Em caso ocorrido perto da divisa, convém conferir de qual lado do rio o fato se deu: o auto de prisão em flagrante lavrado pela autoridade catarinense e o inquérito instaurado pela autoridade paranaense correm em estruturas distintas, sob Ministérios Públicos distintos.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de União da Vitória
Endereço
Rua Doutor Cruz Machado, 205, Centro, União da Vitória - PR, CEP 84600-900
Telefone
Ouvidoria
Site
uniaodavitoria.pr.gov.br

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de União da Vitória
Endereço
Avenida Getúlio Vargas, 123, União da Vitória - PR, CEP 84600-170
Telefone
Site
www.uniaodavitoria.pr.leg.br

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

Precisa de um advogado?

Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional