História
Acrelândia não tem seringal na certidão de nascimento, e isso a distingue de quase todo o resto do Acre. A cidade brotou dos projetos de colonização estadual da década de 1980, quando o poder público abriu a mata para demarcar lotes, erguer as primeiras casas e implantar seringais de cultivo e cacau consorciados com agricultura familiar — um desenho de ocupação planejada, com régua e mapa, mais parecido com a fronteira agrícola de Rondônia do que com a economia da borracha nativa que formou Xapuri, Tarauacá ou Cruzeiro do Sul. A gente que ocupou esses lotes veio de longe: o próprio registro histórico do IBGE anota que a população é constituída, na maioria, por famílias de agricultores migradas de outras regiões do país, principalmente da Região Sul. Vinte anos depois do primeiro lote, a Lei estadual nº 1.025, de 28 de abril de 1992, criou o município, desmembrando território de Plácido de Castro e de Senador Guiomard; a Lei nº 1.060, de 9 de dezembro do mesmo ano, ajustou os limites, e a instalação ocorreu em 1º de janeiro de 1993. Nasceu assim, aos 34 anos de história contada, uma cidade acreana de sotaque sulista.