História
Santa Rosa do Purus é filha do rio que lhe dá nome e da linha invisível que a separa do Peru. O povoado nasceu como último porto brasileiro do alto Purus, ponto de apoio de seringueiros e regatões que subiam o rio até o marco internacional erguido perto da nascente do rio Santa Rosa — o extremo onde o Tratado de limites com o Peru fecha o mapa acreano. Terra tradicional dos Madija (Kulina) e dos Huni Kuĩ, a região viveu o avanço dos seringais sobre os territórios indígenas e, com a decadência da borracha, ficou à margem: um punhado de casas na barranca, vinculadas ao distante município de Manoel Urbano. A emancipação veio na leva de 1992, quando a Lei estadual nº 1.028, de 28 de abril, criou o município, ajustado pela Lei nº 1.063, de 9 de dezembro, e instalado em 1º de janeiro de 1993. Três anos depois, a homologação da Terra Indígena Alto Rio Purus, em janeiro de 1996, garantiu por decreto federal o chão dos povos que sempre foram a maioria santarosense.