História
Antes do nome de presidente, a terra tinha nome de povo: Estirão dos Náuas, o trecho do Juruá onde os cearenses Ismael Galdino da Paixão e Domingos Pereira de Souza, subindo o rio em junho de 1884, encontraram os indígenas Náuas. O ciclo da borracha transformou o estirão no seringal Florianópolis, do coronel Francisco Carioca, passado em 1916 ao coronel Mâncio Lima — e foi este quem doou parte das terras para uma colônia agrícola batizada de Rodrigues Alves, gesto que semeou o futuro município com pequenos produtores em vez de um único patrão. O povoado cresceu como periferia rural de Cruzeiro do Sul, virou vila administrada por subprefeito em 1960 e só se emancipou pela vontade das urnas: um plebiscito em 1991 aprovou a separação, a Lei estadual nº 1.032, de 28 de abril de 1992, criou o município — desmembrado de Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, com limites ajustados pela Lei nº 1.067/1992 — e a instalação veio em 1º de janeiro de 1993.