História
Capixaba nasceu duas vezes — e nenhuma delas com o nome que tem. A primeira foi como Seringal Gavião, propriedade de João Sombra, cujos seringueiros, quando a borracha ruiu, foram se juntando numa aglomeração à beira do caminho que virou a Vila Gavião; por volta de 1962, a Escola Estadual Argentina Pereira Feitosa e uma igreja católica deram à vila os seus primeiros equipamentos permanentes. A segunda nascença veio na década de 1970, quando uma família vinda do Espírito Santo montou ali uma serraria manual, das chamadas pica-pau — e o povo passou a dizer que ia "à vila dos capixabas", rebatizando o lugar sem decreto nenhum. O decreto veio depois: a Lei estadual nº 1.027, de 28 de abril de 1992, criou o município de Capixaba com terras desmembradas de Rio Branco e de Xapuri, os limites foram ajustados pela Lei nº 1.062, de 9 de dezembro do mesmo ano, e a instalação se deu em 1º de janeiro de 1993 — uma das cidades mais jovens do Acre, filha da estrada e da migração.