História
As terras do atual município de Paulista integravam a sesmaria de Paratibe, doada em 1535 por Duarte Coelho, donatário da Capitania de Pernambuco, a seu cunhado Jerônimo de Albuquerque — território então ligado a Olinda. Por volta de 1550, Gonçalo Mendes Leitão ergueu na área um engenho movido a água, capela e casa-grande. O topônimo Paulista vem de outro engenho de açúcar, erguido por volta de 1689 e batizado em referência a um capitão paulista que combatera na região dos Palmares. O salto que definiu a cidade, porém, veio no início do século XX: em 1904 a família sueca Lundgren instalou ali a Companhia de Tecidos Paulista, que se tornou um dos maiores parques têxteis do Nordeste e organizou em torno de si uma extensa vila operária, com casas, escolas e comércio para os trabalhadores. A emancipação político-administrativa consolidou-se em 4 de setembro de 1935, quando Paulista se desmembrou definitivamente de Olinda.