História
O território de Canindé foi habitado pelos povos KANINDÉS e CANINDÉS (grupo Tarairiú), que ocupavam a região central do Ceará (Quixadá, Canindé, Alto Banabuiú/Quixeramobim). O topônimo vem do tupi KANINDÉ, com múltiplos significados: tribo indígena, espécie de arara de plumagem amarela, ou grande nação Tarairiú.
A ocupação colonial intensificou-se a partir do séc. XVIII, com a criação de fazendas de gado e lavoura. Em 1758, frades franciscanos e terciários franciscanos (Terceira Ordem) realizaram as SANTAS MISSÕES FRANCISCANAS no sertão, marco inicial da devoção a São Francisco das Chagas. Em 1764, já havia latifúndios estabelecidos na região. Em 1775, foi iniciada a construção da primeira igreja de São Francisco, concluída em 1796 por Medeiros. Nesse mesmo ano de 1775, chegou a IMAGEM PRIMITIVA de São Francisco ('São Francisquinho').
O Poder Legislativo municipal foi INSTALADO em 21/06/1847, com 15 vereadores. A denominação do município foi, por muito tempo, "SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS DE CANINDÉ"; em 1914, foi abreviada para "CANINDÉ".
Em 1910, Frei Matias iniciou a reforma geral da Igreja, segundo projetos do arquiteto italiano ANTÔNIO MAZZINI, autorizada por Dom Joaquim José Vieira. Em 02/05/1915 — durante a TERRÍVEL SECA DE 1915 — Frei Cirilo de Bérgamo abriu provisoriamente o Santuário ao público. Em 02/10/1917, o Papa Bento XV CRIOU OFICIALMENTE O SANTUÁRIO. Em 30/11/1925, o Papa Pio XI elevou-o a BASÍLICA MENOR.
Em 26/09/1923, os franciscanos reassumiram a Paróquia de São Francisco — início dos festejos modernos.
Em 1971, Canindé entrou para a HISTÓRIA AGRÁRIA DO BRASIL: após um conflito de terras na FAZENDA JAPUARA, ocorreu aqui a PRIMEIRA DESAPROPRIAÇÃO DE TERRA DO CEARÁ PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA. A partir daí, o município tornou-se referência nacional, com aproximadamente 80 ASSENTAMENTOS e 1.791 FAMÍLIAS ASSENTADAS (INCRA, 2020).