História
A cidade tem origem colonial, com múltiplas renomeações: Paracuru (1874), São Gonçalo (1921), Anacetaba (1943, 'aldeia dos Anacé' em tupi), e finalmente São Gonçalo do Amarante desde 1953 (Lei Estadual nº 1.153). A fixação da sede ocorreu em 1935. O território originalmente abrangia distritos hoje emancipados (Paracuru, Paraipaba, Trairi, Mundaú). A devoção a São Gonçalo do Amarante — santo português — dá nome à cidade. Por décadas, SGA foi município pequeno e rural, dedicado à agricultura de subsistência e à pesca artesanal. O território é historicamente ocupado pelo POVO INDÍGENA ANACÉ, presente na literatura desde o século XVII (padre Antônio Vieira, relatório 1694 de Fernão Carrilho). A transformação radical do município veio com o COMPLEXO INDUSTRIAL E PORTUÁRIO DO PECÉM, cujas operações iniciaram em 2002 — em apenas 16 anos, SGA saltou da 65ª posição em PIB per capita do CE (2002) para a 1ª (2018), mantendo essa liderança em 2023.