História
Caldas tem origem em ocupação pré-colonial pelos primeiros habitantes registrados — os indígenas cataguases, referência etnográfica raríssima entre os municípios do Sul de Minas. O povoamento luso-brasileiro ocorreu no final do século XVIII e início do XIX, quando habitantes das vilas mineradoras de Minas Gerais — Vila Rica, São João del-Rei, Tijuco e Aiuruoca —, desiludidos com a decadência da mineração de ouro, migraram para a região em busca de alternativas econômicas.
Esses colonizadores passaram a se dedicar à agropecuária em região conhecida como "Campos de Caldas". Um dos primeiros documentados foi o português Antônio Gomes de Freitas e sua esposa Maria Rodrigues Machado, residentes em Aiuruoca.
Marco institucional excepcional: Caldas é precursora de quatro outros municípios da região — Poços de Caldas, Santa Rita de Caldas, Ipuiúna e Andradas. Esses municípios surgiram a partir de desmembramentos de Caldas, conferindo ao município condição de "cidade-mãe sub-regional" no Sul de Minas. Hoje, Poços de Caldas (172.339 hab estimados 2025) é maior que Caldas em mais de 11 vezes — singular caso de "filha" muito maior que a "mãe".
Esse arranjo histórico explica também a estrutura institucional atual: a Justiça Federal, Trabalhista e a Receita Federal regionais estão sediadas em Poços de Caldas, enquanto Caldas preserva sua Comarca de Primeira Entrância no plano estadual.
Marco político recente: em outubro de 2024, Ailton Pereira Goulart (MDB) foi reeleito prefeito com 76,20% dos votos válidos (margem expressiva de 52,4 pontos percentuais sobre Daniel Tygel). Em 7 de janeiro de 2025, Ailton Goulart foi eleito por aclamação Presidente do CISSUL-SAMU — Consórcio Intermunicipal de Saúde da Macrorregião do Sul de Minas (154 municípios), maior consórcio de saúde do Brasil. Marco de destaque regional para o município.