História
Cabo Verde é dos lugares mais antigos do Sul de Minas. O verbete do IBGE aceita as duas histórias de origem: os três irmãos Veríssimo de Carvalho garimpando ouro em 1747, e os ilhéus de Cabo Verde chegando em 1750 — a versão que dá nome à cidade. As lavras trouxeram escravizados, provavelmente do porto de Moçambique, e em 1766 o arraial de Nossa Senhora da Assunção já era curato do Bispado de São Paulo; até os gêneros de subsistência eram importados das localidades vizinhas, tal era a concentração no ouro e nas pedras. Com o esgotamento das lavras vieram a agricultura extensiva, o pastoreio e a grande fazenda, depois fragmentada por heranças. A vila de Vila Nova de Cabo Verde foi criada em 1846, suprimida em 1850 e recriada pela Lei nº 1.290, de 30 de outubro de 1866, com território desmembrado de Caldas, instalada em 21 de abril de 1867; em 1870 ganhou o distrito de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista, que em 1923 virou Divisa Nova; em 1877 virou cidade, e em 1892, comarca. Divisa Nova se emancipou em 1938 (Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro), mas ficou na comarca. Depois vieram os distritos de hoje: Serra dos Lemes (Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962) e São Bartolomeu de Minas (Lei municipal nº 1.934, de 12 de abril de 2001). O IBGE anota que a população cresceu até 1938 e daí passou a emigrar para São Paulo e Paraná — a estimativa de 2026, abaixo do Censo de 2022, mostra que o movimento não parou.