História
Carmo de Minas tem uma das trajetórias toponímicas mais ricas do Sul de Minas. A região foi inicialmente objeto de doações de terras em 23/03/1812 e 24/02/1814, em homenagem a Nossa Senhora do Carmo. As doações principais foram feitas por João Coelho Nunes (fazendeiro de Aiuruoca), conforme escritura lavrada em cartórios de Baependi (à época, Pouso Alto e seu território pertenciam à Comarca de Baependi).
Em 24/02/1814, com a celebração de missa onde mais tarde foi levantado o Cruzeiro, foi fundado o arraial de Nossa Senhora do Carmo. Vicente Ferreira, outro fazendeiro das vizinhanças, começou a construir as primeiras casas. O distrito foi formalmente criado pelo Decreto de 14/07/1832 com a denominação de Carmo do Pouso Alto, posteriormente alterada para Carmo do Rio Verde.
Em 16/09/1901, pela Lei estadual nº 319, o município foi criado com a denominação "Silvestre Ferraz" — em homenagem ao então presidente do estado de Minas Gerais. Em 1925, pela Lei estadual nº 893, a sede ganhou foros de cidade — daí o aniversário oficial em 16 de setembro.
Marco institucional definitivo — 1953: Lei estadual nº 1.039, de 12/12/1953, renomeou a Comarca de "Silvestre Ferraz" para "Carmo de Minas", fixando-a como Comarca tripartite (Carmo de Minas + Soledade de Minas + Dom Viçoso).
Ao longo do século XX e XXI, Carmo de Minas consolidou-se como polo mundial de café especial, com produtores locais conquistando prêmios em competições internacionais (Cup of Excellence) e exportando para mercados premium.
Marco político recente — 06/10/2024: Darci Palma de Melo ("Darci da Loja", PDT) foi eleito prefeito com 72,02% dos votos válidos em disputa contra Yuri (UNIÃO, 22,88%) e Paulinho do Cueio (NOVO, 5,1%). Vitória expressiva (margem de quase 50 pontos sobre o segundo lugar) em ambiente de pluralismo partidário moderado.