História
Alenquer nasceu de uma missão religiosa. Por volta de 1694, os Capuchos da Piedade instalaram no Baixo Amazonas os aldeamentos que catequizavam os povos indígenas da região, e em 1720 o Relatório das Missões enviado ao Rei de Portugal já registrava a Aldeia de Santo Antônio do Surubiú — nome tomado do rio Surubiú, hoje igarapé de Alenquer, na confluência com o Itacarará. Em 1758, em sua viagem de inspeção pelo Grão-Pará, o governador e capitão-general Francisco Xavier de Mendonça Furtado — irmão do Marquês de Pombal — elevou o povoado à condição de vila e substituiu o topônimo indígena pelo nome português de Alenquer, política deliberada de "aportuguesamento" das aldeias amazônicas. A vila cresceu ao ritmo do rio e da lavoura, e em 10 de junho de 1881, pela Lei provincial nº 1.050, foi elevada à categoria de cidade, consolidando mais de três séculos de ocupação contínua às margens do Amazonas.