História
Tomé-Açu nasceu de uma das mais notáveis experiências de imigração dirigida da Amazônia. Em 1929, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil adquiriu terras às margens do rio Acará-Açu e ali instalou 189 imigrantes japoneses, formando a colônia que viria a ser a terceira maior comunidade nikkei do país, atrás apenas de São Paulo e do Paraná. Os primeiros anos foram de doença e privação — a malária e a inadaptação das lavouras quase liquidaram o projeto —, mas a virada veio com a pimenta-do-reino, que nas décadas de 1940 e 1950 transformou a colônia em um dos polos mais prósperos do interior paraense, a ponto de o grão ser apelidado de "diamante negro". Só depois desse ciclo de riqueza o povoado, então distrito de Acará, alcançou a emancipação político-administrativa e passou a município de Tomé-Açu, consolidando a autonomia de uma comunidade forjada no encontro entre os ribeirinhos amazônicos e a cultura japonesa.