História
A história de Porto Nacional começa numa travessia. Documentos guardados no Instituto Histórico e Geográfico de Goiás atribuem a origem do povoado, em meados de 1738, à morada do português Félix Camoa, que explorava o transporte de passageiros entre as duas margens do rio Tocantins, no caminho de quem ia às minas de ouro do arraial do Carmo. Outros barqueiros seguiram o exemplo, e às margens do rio cresceu Porto Real do Pontal, elevado a julgado em 1809. O lugar prosperou como empório do então Norte goiano: das carpintarias locais saíam embarcações que desciam o rio até Belém carregadas de ouro, prata e produtos da terra. Pelo Decreto de 11 de novembro de 1831 — ano da abdicação de D. Pedro I — o julgado virou vila com o nome de Porto Imperial, instalada em 24 de abril de 1833. A Lei Provincial nº 333, de 13 de julho de 1861, elevou-a à condição de cidade; o censo daquele ano contou 3.897 pessoas livres e 416 escravizadas. Com a República, o Decreto Estadual nº 21, de 7 de março de 1890, trocou o "Imperial" por "Nacional". Do território originalmente portuense nasceram, por desmembramento, municípios hoje autônomos como Pium e Cristalândia (1953), Brejinho de Nazaré, Ponte Alta do Tocantins e Novo Acordo (1958), Monte do Carmo (1963), Silvanópolis (1980) e Ipueiras (1995).