Tocantinópolis reúne, numa comarca de pouco mais de 22 mil habitantes, um contraste raro entre cidades do seu porte no Tocantins: fórum modesto — uma Vara Cível e uma Vara Criminal, ao lado do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania e do Juizado Especial Cível e Criminal, todos na Rua XV de Novembro — convivendo com duas unidades da UFNT, Universidade Federal do Norte do Tocantins. A Vara Criminal responde pelo crime comum, pelo Tribunal do Júri e, hoje, pela execução de quem está na Unidade Penal de Tocantinópolis — estabelecimento de porte local, não regional: ao contrário de Araguatins, que recebe presos de comarcas vizinhas sem presídio próprio e por isso atrai a regra de territorialidade da execução (LEP arts. 65 e 66, Súmula 192 do STJ), a unidade tocantinopolina custodia, pelo que indicam as fontes consultadas, apenas sentenciados da própria comarca. O processamento da execução é, como em toda comarca tocantinense com vara criminal, centralizado eletronicamente pela Central de Processamento Eletrônico do TJTO (Resolução nº 29/2025) — sem que isso mude quem decide progressão, remição e benefícios. A partir de 29 de agosto de 2026 muda a investigação: a Resolução TJTO nº 19/2026 transfere o inquérito para a Vara Regional das Garantias do Norte, em Araguaína, ressalvados os casos de sempre — Júri, violência doméstica, infração de menor potencial ofensivo. Sobre a entrância, o histórico é compartilhado com a vizinha Colinas do Tocantins: uma portaria de 2014 incluía Tocantinópolis entre as 14 comarcas então de "3ª entrância", e a reclassificação já confirmada para Paraíso do Tocantins — de final para intermediária, pela LC 153/2024 — sugere, por analogia ainda não confirmada, que o mesmo valha aqui. A atuação da banca cobre defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, dentro dos limites éticos da advocacia, sem prometer resultado.