História
Nenhum município acreano carrega tanta história por metro quadrado de nome: Porto Acre é a antiga Puerto Alonso, o posto alfandegário que a Bolívia fundou em 3 de janeiro de 1899 à beira do rio Acre para taxar a borracha dos seringais — e que virou o estopim de tudo. Foi ali que o aventureiro Luís Gálvez proclamou a efêmera República do Acre, e foi ali que, em 24 de janeiro de 1903, as tropas seringueiras de Plácido de Castro venceram a resistência boliviana no episódio decisivo da Revolução Acreana. Rebatizada Cidade do Acre e depois Porto Acre, a localidade emprestou o nome ao território que o Tratado de Petrópolis incorporou ao Brasil. O século XX, porém, foi de eclipse: com a decadência da borracha e a ascensão de Rio Branco, Porto Acre virou distrito da capital, condição que atravessou décadas até a Lei estadual nº 1.030, de 28 de abril de 1992, recriar o município — instalado em 1º de janeiro de 1993, com limites ajustados pela Lei nº 1.065/1992.