História
Antes de ser o ponto final do mapa brasileiro, Mâncio Lima foi Vila Japiim — um povoado de seringueiros à margem do rio Moa, na imensa rede de paranás, igarapés e igapós do alto Juruá. Quem o formou foram os nordestinos, cearenses em sua maioria, que o IBGE descreve como "heróicos e anônimos pioneiros": subiram os rios no rastro da borracha, fixaram-se como seringueiros e agricultores e pagaram com a própria vida o desbravamento desta ponta da Amazônia. Quando os seringais decaíram, a vila persistiu como núcleo agrícola e cresceu até emancipar-se de Cruzeiro do Sul, tomando o nome de Mâncio Lima — enquanto o Japiim original ficou guardado no nome da avenida principal. A vocação de fim de linha virou identidade: a cidade se orgulha de ser a mais ocidental do Brasil, o último lugar do país a ver o sol se pôr.