História
Antes de ser cidade, Manoel Urbano foi uma colocação de seringa na margem direita do Purus, aberta por dois irmãos que a região conhecia como João Moaco e Zé Moaco. Chamaram o lugar de Colocação Tabocal, por causa do imenso tabocal que ali crescia. O nome durou pouco: num verão amazônico, o navio Castelo encalhou na seca do rio e teve de esperar a estação chuvosa inteira para retomar a viagem — e o povo dos arredores passou a chamar o ponto de Castelo, em referência ao casco parado no barranco. Era assim que se movia a economia daquele tempo: o abastecimento e o escoamento se faziam exclusivamente por via fluvial, com navios e embarcações menores vindos dos portos de Belém e de Manaus. Em 1936, já com benfeitorias, os moradores pediram ao governo estadual a transformação em vila; Castelo figurou como distrito de Sena Madureira nas divisões territoriais daquela década e, em 1950, já com o nome de Manoel Urbano — homenagem ao explorador amazonense Manuel Urbano da Encarnação. A Constituição do Acre de 1º de março de 1963 elevou o distrito a município, desmembrando-o de Sena Madureira, mas a instalação levaria mais catorze anos: ocorreu apenas em 28 de março de 1977.