História
Poucas cidades pequenas carregam tanta história nacional. Foi na vila de Amapá que, em 1895, tropas francesas vindas de Caiena desembarcaram para disputar o território do Contestado — e foram repelidas pelos brasileiros liderados por Francisco Xavier da Veiga Cabral, o Cabralzinho, episódio que empurrou a questão para a arbitragem internacional vencida pelo Brasil no laudo suíço de 1900. Organizada como município em 1901 sob o nome de Montenegro, a cidade voltou a chamar-se Amapá em 1930, foi rebatizada Veiga Cabral por alguns meses de 1938 e retomou o topônimo definitivo ainda naquele ano. Veio então o ápice: o Decreto-lei nº 5.812, de 1943, criou o Território Federal do Amapá e fez da cidade sua primeira capital — posto que o Decreto-lei nº 6.550, de 31 de maio de 1944, transferiu para Macapá. Na mesma década, a Segunda Guerra instalou ali uma base aérea de apoio às operações americanas no Atlântico. Do auge restou o traçado: a cidade que já teve mesa de rendas, mercado mourisco e cadeia de alvenaria é hoje uma sede tranquila da região dos lagos — com o nome do Estado inteiro.