Cidade de AP

Vitória do Jari

Vitória do Jari é o município mais novo do Amapá: criado em 8 de setembro de 1994 e instalado em 1º de janeiro de 1997, nasceu do povoado ribeirinho de Beiradinho, na margem esquerda do rio Jari, de frente para o Pará. São 11.291 habitantes (Censo 2022) em 2.509 km², vivendo na órbita do complexo do Jari — o caulim do Morro do Felipe de um lado do rio, a celulose de Monte Dourado do outro. O aparato institucional é completo para o porte: comarca própria do TJAP com Vara Única 100% digital, Promotoria, unidade da Defensoria, delegacia da Polícia Civil, e, na cidade vizinha, Justiça Federal (Subseção de Laranjal do Jari) e Vara do Trabalho interestadual sediada em Monte Dourado. O que sai do município é a fase de investigação, decidida pela Central de Garantias em Macapá, e a execução penal de quem cumpre regime fechado, recolhido ao complexo do Iapen na capital.

UF
AP
Porte
micro
População
11.291 hab.

Para questões judiciais em Vitória do Jari (AP), o juízo competente é da Comarca de Vitória do Jari — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história de Vitória do Jari é a história de um canteiro de obras que virou cidade. Quando o empresário norte-americano Daniel Ludwig implantou o Projeto Jari, nos anos 1970, a margem amapaense do rio recebeu a gente que não coube — ou não quis caber — nas vilas planejadas da empresa: operários, ribeirinhos, comerciantes e garimpeiros foram erguendo palafitas na beira do rio, primeiro no Beiradão, que virou Laranjal do Jari, depois no Beiradinho, alguns quilômetros a jusante. O Beiradinho cresceu à sombra da mineração de caulim do Morro do Felipe e, em 8 de setembro de 1994, a Lei estadual nº 171 o emancipou de Laranjal do Jari com o nome de Vitória do Jari — o anseio declarado era ver os impostos pagos pela mineradora convertidos em benefícios para a própria localidade. A instalação veio em 1º de janeiro de 1997. A cidade herdou do beiradão as enchentes, as pontes de madeira e a vida palafítica, e vem se expandindo para as áreas firmes, como o bairro Cidade Livre, onde hoje funcionam a Promotoria e a Defensoria.

Economia

O PIB de Vitória do Jari — R$ 303,5 milhões em 2023, pelo IBGE — tem endereço: o Morro do Felipe, onde se extrai e beneficia o caulim que desce por mineroduto e sai pelo porto de Munguba, na margem paraense. A mineração convive com uma economia ribeirinha de comércio, serviços públicos, pesca e extrativismo — castanha e açaí descem o rio como desceram a madeira e o palmito de outras décadas. A relação com o empreendimento é ambígua desde a origem: é dele que vêm os empregos formais e a arrecadação que motivou a emancipação, e é com ele que a população disputa o uso do rio e da terra. O trabalhador formal da região tem uma peculiaridade processual: sua vara trabalhista fica em Monte Dourado, no Pará, do outro lado do rio, com jurisdição sobre os dois municípios amapaenses do Jari. Para o comércio e os serviços locais, o eixo é a ligação fluvial e rodoviária com Laranjal do Jari e, dali, os 213 quilômetros de estrada até Macapá.

Panorama jurídico

Quem precisa da Justiça em Vitória do Jari encontra um desenho incomum: três Justiças a curta distância e duas competências que fogem para longe. Perto estão a Vara Única da comarca — cível, família, criminal e infância, no Fórum da Avenida 15 de Maio, com processo 100% digital —, a Justiça Federal da Subseção de Laranjal do Jari, cuja jurisdição foi desenhada exatamente para alcançar Vitória do Jari, e a Vara do Trabalho de Laranjal do Jari–Monte Dourado, sediada no Pará. Longe ficam duas fases da persecução penal: a investigação, porque o juízo das garantias e as audiências de custódia do Estado inteiro estão concentrados na Central de Garantias do TJAP, em Macapá, atendida por videoconferência; e a execução da pena de quem vai a regime fechado, porque não há presídio no município e o recolhimento se dá no complexo do Iapen, na capital, onde funciona a Vara de Execuções Penais. O advogado criminal que atua na comarca trabalha, assim, em três frentes de uma vez: o processo de conhecimento no foro local, a custódia virtual perante a Central e os incidentes da execução em Macapá.

Patrimônio

O patrimônio de Vitória do Jari é paisagem e memória recente. A cidade é um mirante natural do baixo Jari: da orla palafítica se vê o vaivém das balsas e barcos que costuram as duas margens, e rio acima ficam as corredeiras que fizeram do Jari um corredor de castanhais históricos — o mesmo rio que, na primeira metade do século XX, foi domínio pessoal do "coronel do Jari", José Júlio de Andrade, e depois palco de um dos maiores experimentos industriais da Amazônia. O Morro do Felipe, com sua mina de caulim, é ao mesmo tempo ativo econômico e marco geográfico. A cultura local é a do beiradão: festas de padroeiro, futebol de várzea nas áreas firmes, açaí no fim da tarde e a memória viva, contada pelos mais velhos, da época em que tudo ali era apenas o Beiradinho — um punhado de casas de madeira penduradas sobre o rio, sem prefeitura, sem fórum e sem nome no mapa.

Curiosidades

Três curiosidades situam Vitória do Jari. A primeira: é o caçula do Amapá — último município criado no Estado, em 1994, e um dos últimos do país a ser instalado no século XX, em 1997. A segunda é jurisdicional: o vitorense tem a Justiça estadual na própria cidade, a Justiça Federal na cidade vizinha e a Justiça do Trabalho em outro Estado — a vara trabalhista que o atende fica em Monte Dourado, no Pará, e sua jurisdição soma dois municípios paraenses e dois amapaenses, um arranjo raro no Judiciário brasileiro. A terceira é toponímica: quase ninguém na região diz "Vitória do Jari" — diz Beiradinho, o apelido do povoado original, que resiste três décadas depois da emancipação, do mesmo modo que Laranjal do Jari segue sendo o Beiradão. O nome oficial venceu no papel; o apelido, na conversa.

Educação e cidadania

O mapa institucional de Vitória do Jari cabe numa caminhada — e vale decorar. O Fórum fica na Avenida 15 de Maio, no Centro, com atendimento das 7h30 às 13h30 e WhatsApp próprio. A Promotoria de Justiça está na Rua Ladislau da Silvéria, no bairro Cidade Livre, mesmo bairro da unidade da Defensoria Pública, na Rua 15 de Maio — o agendamento da Defensoria é feito pelo WhatsApp único estadual, (96) 98133-0422. A Delegacia de Polícia fica na Rua Pedro Ladislau, na Prainha. O título de eleitor se resolve com a 7ª Zona Eleitoral, sediada em Laranjal do Jari, que mantém WhatsApp específico para o eleitor vitorense. Para causa previdenciária e demais matérias federais, o caminho é a Subseção da Justiça Federal em Laranjal do Jari — e quem não pode pagar advogado nessas causas conta com o posto da DPU no Super Fácil da cidade vizinha. Saber qual porta bater — e que quase todas ficam a minutos de casa — poupa viagem de balsa e de estrada.

Dados do município

Mesorregião
Sul do Amapá
Microrregião
Mazagão
Área (km²)
2508.979
População (Censo 2022)
11.291
Densidade demográfica (hab/km²)
4.5

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Empresa ou produtor rural em Vitória do Jari

Autuação fiscal, ICMS e execução fiscal

A economia de Vitória do Jari tem indústria e mineração — atividade que gera obrigação acessória, crédito acumulado, substituição tributária e, quando o Fisco entende diferente, auto de infração e execução fiscal. A defesa começa no prazo do processo administrativo, antes da inscrição em dívida ativa.

A frente tributária da banca é dupla: Felipe Smargiassi (planejamento e defesa fiscal — o canal direto abaixo) e Dr. Edelcio Smargiassi — OAB/MG 154.574, Auditor Fiscal Aposentado · Doutor em Direito (UMSA).

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Órgãos e instituições — Vitória do Jari/AP

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Vitória do Jari
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJAP)
Estrutura
Vara Única, integrada ao programa Justiça 100% Digital do TJAP: um juízo concentra a jurisdição cível, criminal, de família e de infância e juventude do município. A comarca é uma das treze do interior amapaense e funciona em prédio próprio no Centro, na Avenida 15 de Maio.
Endereço
Fórum de Vitória do Jari — Avenida 15 de Maio, s/nº, Centro, Vitória do Jari - AP, CEP 68924-000
Telefone
Whatsapp
E-mail
Horário de atendimento
07h30 às 13h30
Jurisdição
A comarca abrange o município de Vitória do Jari, constituído do distrito sede. O vizinho Laranjal do Jari tem comarca própria, de modo que o aglomerado urbano do Jari é dividido entre dois foros estaduais — e ainda faz fronteira fluvial com a jurisdição do Tribunal de Justiça do Pará, do outro lado do rio, em Almeirim.
Juizo garantias
A fase de investigação não é decidida pelo juízo local. O TJAP mantém em Macapá a Central de Garantias e Execução de Penas e Medidas Alternativas (CGEPMA), com jurisdição em todo o território do Estado para a matéria do juízo das garantias e para a realização das audiências de custódia — excluídos os feitos do Tribunal do Júri, os de violência doméstica e familiar contra a mulher, as infrações de menor potencial ofensivo e as competências originárias do Tribunal. Preso em flagrante em Vitória do Jari é apresentado à Central, em regra por videoconferência.
Execução penal
Não há estabelecimento penal no município. Quem é condenado a regime fechado ou semiaberto na comarca é, em regra, recolhido às unidades do Iapen, concentradas no complexo penitenciário de Macapá, a mais de duzentos quilômetros — e a execução da pena passa a tramitar no juízo da capital, onde funciona a Vara de Execuções Penais. Para a família e para a defesa, isso significa processo e visita longe de casa. As penas e medidas alternativas têm acompanhamento na própria comarca.

Estabelecimentos penais

Panorama
Vitória do Jari não tem unidade prisional. O sistema penitenciário amapaense, administrado pelo Iapen, concentra-se no complexo da Rodovia Duca Serra, em Macapá — a unidade do interior mais próxima do sistema é o Centro de Custódia de Oiapoque, no extremo norte do Estado, irrelevante para quem está no Jari. Na prática, o preso da comarca cumpre pena na capital, a mais de duzentos quilômetros por terra e balsa, e a família organiza a visita a partir dessa distância.

Ministério Público Estadual

Estadual
O Ministério Público do Estado do Amapá mantém a Promotoria de Justiça de Vitória do Jari, que oficia perante a Vara Única da comarca.
Endereço
Rua Ladislau da Silvéria, s/nº, Cidade Livre, Vitória do Jari - AP
Telefone

Defensoria Pública Estadual

Atendimento
A Defensoria Pública do Estado do Amapá mantém unidade de atendimento em Vitória do Jari, na Rua 15 de Maio, s/nº, bairro Cidade Livre. O agendamento estadual é feito por um único WhatsApp institucional, o (96) 98133-0422 — o assistido envia mensagem e seleciona o núcleo desejado. O atendimento alcança a matéria criminal da comarca e é o caminho de quem não pode contratar advogado sem prejuízo do próprio sustento.
Defensoria pública uniao
Para as causas da Justiça Federal, a DPU mantém posto de atendimento jurídico no prédio do Super Fácil de Laranjal do Jari (Avenida Tancredo Neves, 2362, Agreste), criado expressamente para os moradores de Laranjal do Jari e Vitória do Jari.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Laranjal do Jari — Seção Judiciária do Amapá (TRF da 1ª Região)
Jurisdição
Vitória do Jari é um dos raros municípios pequenos da Amazônia com Justiça Federal na porta: a Vara Única de Laranjal do Jari, criada pela Lei nº 12.011, de 4 de agosto de 2009, e instalada em 25 de outubro de 2011, tem jurisdição definida pela Resolução Presi/Cenag nº 10, de 19 de abril de 2012, que abrange exatamente o município de Vitória do Jari. Possui competência geral e Juizado Especial Federal Adjunto cível e criminal — previdenciário, crimes federais e causas contra a União se resolvem na cidade vizinha, sem viagem a Macapá.
Telefone
E-mail

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Laranjal do Jari–Monte Dourado
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8, Pará e Amapá)
Endereço
Rua 100, s/nº, Centro Administrativo Federal, Bloco D, Área Industrial, Monte Dourado (distrito de Almeirim) - PA, CEP 68240-000
Telefone
E-mail
Abrangência
Almeirim e Gurupá (PA); Laranjal do Jari e Vitória do Jari (AP)

Justiça Eleitoral

Zona
7ª Zona Eleitoral — sede em Laranjal do Jari
Endereço
Avenida Tancredo Neves, s/nº, Agreste, Laranjal do Jari - AP, CEP 68920-000
Telefone
Whatsapp vitória do jari
E-mail

Polícia Civil

Delegacia
Delegacia de Polícia de Vitória do Jari
Endereço
Rua Pedro Ladislau, nº 939, bairro Prainha, Vitória do Jari - AP
Telefone
E-mail

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Vitória do Jari

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181
Cvv
188
Direitos humanos
100

Percepções inéditas

Cruzamentos, comparações e anomalias identificados pela redação

analise-institucional

Três Justiças, três endereços, dois Estados

O jurisdicionado de Vitória do Jari vive uma geografia judiciária que poucos municípios brasileiros conhecem: a Justiça estadual está na própria cidade (Vara Única da comarca), a Justiça Federal está na cidade vizinha (Subseção de Laranjal do Jari, cuja jurisdição foi criada para abranger exatamente Vitória do Jari) e a Justiça do Trabalho está em outro Estado — a Vara de Laranjal do Jari–Monte Dourado tem sede no distrito paraense de Monte Dourado e jurisdição sobre Almeirim e Gurupá (PA) e Laranjal e Vitória do Jari (AP). Para o advogado, isso significa três sistemas, três balcões e uma balsa no meio.

orientacao-pratica

A custódia é por vídeo, a pena é na capital

Duas pontas da persecução penal saem do município. Na frente, a Central de Garantias do TJAP, em Macapá, concentra o juízo das garantias e as audiências de custódia de todo o Estado — o preso em flagrante no Jari é apresentado por videoconferência. No fim, a ausência de unidade prisional local faz com que a pena em regime fechado seja cumprida no complexo do Iapen, em Macapá, com a execução tramitando na capital. O processo de conhecimento, esse sim, permanece na Vara Única da comarca. Família e defesa precisam se organizar para essa divisão desde o primeiro dia da prisão.

contexto-economico

Um município nascido de uma disputa fiscal

A emancipação de 1994 teve motor tributário declarado: a população do então Beiradinho queria ver os impostos pagos pela mineradora de caulim do Morro do Felipe aplicados na própria localidade, e não na sede do município-mãe. Três décadas depois, a relação entre arrecadação minerária e serviços públicos locais segue sendo a questão econômica central da cidade — da CFEM às discussões sobre contrapartidas do empreendimento — e explica por que um município de onze mil habitantes sustenta PIB acima de trezentos milhões de reais.

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional