Cidade de AP

Serra do Navio/AP

Comarca, fórum e órgãos públicos

Serra do Navio é a cidade-empresa que o manganês construiu na floresta: vila modernista projetada por Oswaldo Bratke para a ICOMI entre 1955 e 1960, tombada pelo Iphan e inscrita no Livro do Tombo com homologação assinada em dezembro de 2018. São 4.673 habitantes (Censo 2022) em 7.713 km², a 243 km de Macapá. Juridicamente, viveu uma inversão: já foi sede da jurisdição da região e hoje é posto avançado da Comarca de Pedra Branca do Amapari, criada pela LC estadual nº 076/2012, na cidade funcionam o posto da Rua A-3 com videoaudiência, a delegacia de Polícia Civil na Colônia Água Branca e a estrutura municipal; promotoria, defensoria e cartório da 11ª Zona Eleitoral ficam em Pedra Branca, e as causas federais e trabalhistas, em Macapá.

UF
AP
Porte
micro
População
4.673 hab.

Para questões judiciais em Serra do Navio (AP), o juízo competente é da Comarca de Pedra Branca do Amapari, é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94), o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Serra do Navio/AP

Homicídio, feminicídio, vicaricídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio, os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados, não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Serra do Navio/AP, o julgamento é no Júri da Comarca de Pedra Branca do Amapari: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca, vara que o preside, fórum, jurisdição, está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa, mais do que a ampla defesa dos demais processos, e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242): atuação em plenário do Júri em Minas Gerais e, sob consulta, em outras comarcas, o advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94), inclusive em articulação com a defesa local.

O escritório atende Serra do Navio em Direito Criminal e Tribunal do Júri, que são a sua especialidade (defesa, prisão em flagrante, habeas corpus, execução penal, assistência à vítima), e também em Direito Tributário, Cível, de Família, Imobiliário, Empresarial e do Consumidor. Quem está fora do Brasil é atendido a distância, por escrito, em inglês, espanhol, italiano, francês, alemão e chinês.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado, OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional

Particularidades

História

Em 1947, a Indústria e Comércio de Minérios, ICOMI, venceu a disputa pelo direito de explorar o manganês descoberto na serra do Navio, e nas décadas seguintes ergueu na floresta um dos experimentos urbanos mais ousados do Brasil: uma cidade completa, projetada pelo arquiteto Oswaldo Bratke e construída entre 1955 e 1960, com saneamento, água tratada, energia, hospital, escolas e áreas esportivas, a experiência precursora de company town na Amazônia, no registro oficial do Ministério da Cultura. A vila operária tinha periferia, e dela nasceu o povoado agrícola de Água Branca do Amapari. Foi com esse nome, aliás, que o município se emancipou: criado pela Lei Complementar estadual nº 01, de 17 de março de 1992, desmembrado de Macapá e instalado em 1º de janeiro de 1993, só virou oficialmente Serra do Navio pela lei estadual de 22 de junho de 1993. A mineração durou quase cinco décadas; com a desativação da mineradora, a cidade-modelo conheceu o apelido amargo de cidade-fantasma, e começou a segunda vida, entre o patrimônio, o serviço público e as mineradoras menores que permanecem.

Economia

O PIB de Serra do Navio foi de R$ 126,5 milhões em 2023, segundo o IBGE, e a composição dessa economia conta a história recente do município. A grande mineração acabou, mas a atividade mineral não desapareceu: empresas de menor porte seguem operando na região, e o vale do Amapari continua sendo uma das fronteiras minerais do estado, com os conflitos fundiários, ambientais e trabalhistas que acompanham garimpo e lavra. O setor primário produz mandioca, arroz, milho e sobretudo cupuaçu, celebrado todo setembro no Festival do Cupuaçu, que movimenta polpa, doces e até chocolate branco da semente, em 2026 a Prefeitura licitou a realização do Festçu, sinal de que o evento segue vivo. Comércios e serrarias completam o quadro, e o funcionalismo público tem papel significativo na renda local, como registra a página oficial do Governo do Estado. Para o direito, o perfil rende questões minerárias (esfera federal, via ANM), ambientais, possessórias e previdenciárias rurais.

Panorama jurídico

A biografia judiciária de Serra do Navio é um caso raro de inversão de papéis. Enquanto a vila da ICOMI era o centro econômico da região, a sede da jurisdição estadual ficava aqui, e Pedra Branca do Amapari, o povoado do garimpo do Cupixi, era atendida por posto avançado, com o juiz subindo às quartas-feiras. O declínio de um lado e o crescimento do outro inverteram a balança: em 2012, quando a Lei Complementar estadual nº 076 criou a Vara Única da Comarca de Pedra Branca do Amapari, o acervo de lá já dobrava o daqui. Hoje é Serra do Navio quem figura na página de postos avançados do TJAP, com o PID da Rua A-3 vinculado à comarca vizinha. Na prática: ações cíveis, de família e criminais dos serranavienses tramitam na Vara Única de Pedra Branca, 100% digital, e o Tribunal do Júri da jurisdição reúne-se lá. A investigação parte da delegacia local, mas seu controle judicial não fica na comarca: desde a Resolução nº 1634/2023-TJAP, o juízo das garantias e as audiências de custódia de todo o estado correm na Central de Garantias (CGEPMA), em Macapá, até o oferecimento da denúncia, ressalvados júri, Maria da Penha e infrações de menor potencial. As competências federais, INSS, União, direitos minerários, também descem para Macapá. O posto avançado local evita boa parte das viagens, mas quem litiga precisa saber que o foro é, formalmente, o de Pedra Branca do Amapari.

Patrimônio

Serra do Navio é um dos raros municípios brasileiros cujo núcleo urbano é, ele próprio, patrimônio cultural do Brasil. A Vila Serra do Navio, projetada por Oswaldo Bratke para abrigar os trabalhadores da ICOMI, foi concebida como cidade completa e autossuficiente, a experiência precursora de cidade de companhia na região amazônica, nas palavras do Ministério da Cultura ao homologar, em 28 de dezembro de 2018, a inscrição do conjunto no Livro do Tombo, com rerratificação das especificações do tombamento. O traçado modernista adaptado à Amazônia sobrevive nas ruas de nomenclatura alfanumérica, a A-3 do posto de justiça, a BC-1 da Prefeitura, nas residências, nos equipamentos coletivos e na própria divisão entre vilas. O tombamento tem efeito jurídico cotidiano: intervenções nos imóveis do conjunto sujeitam-se à aprovação do Iphan, nos termos do Decreto-Lei nº 25/1937, e a autarquia conduz na cidade um processo de regularização fundiária para titular os moradores, herança da época em que tudo pertencia à companhia.

Curiosidades

A curiosidade mais contraintuitiva de Serra do Navio é o clima: cortado pela linha do Equador, o Amapá é quente, mas a cidade fica em região serrana e o próprio TJAP, na página institucional da antiga comarca, registra temperatura amena, mínimas de 15°C no inverno amazônico e neblinas tão densas que limitam a visão a poucos metros, e a página estadual de turismo vende o "frio" como atração. A segunda curiosidade é onomástica: o município nasceu Água Branca do Amapari e só depois assumiu o nome da serra; hoje, Água Branca é a colônia onde funciona a delegacia, e o nome antigo segue vivo no mapa. A terceira é institucional: a cidade que já teve juiz, fórum e comarca própria tornou-se posto avançado da vizinha que um dia foi seu posto avançado, uma troca de posições que as próprias páginas do TJAP ainda registram em camadas, com o cabeçalho antigo numa página e a vinculação nova em outra.

Educação e cidadania

O serranaviense resolve na própria cidade mais do que a maioria dos moradores de municípios sem comarca: o Posto Avançado da Justiça Estadual fica na Rua A-3, 602, Centro, telefone (96) 3321-1241, e permite audiências por videoconferência; a Delegacia de Polícia Civil atende na Rua Airton Sena, 1022, Colônia Água Branca, telefone (96) 98401-2379; a Prefeitura funciona na Rua BC-1, 106, Vila Primária, das 8h às 12h, telefone (96) 98104-3991 e e-mail gabinete@serradonavio.ap.gov.br; e a Câmara Municipal mantém portal no domínio ap.leg.br. Em Pedra Branca do Amapari, a 40 minutos de estrada, estão o Fórum da Vara Única (Rua Francisco Braz, 517, WhatsApp (96) 98404-4532), a Promotoria de Justiça (pedrabranca@mpap.mp.br), a unidade da Defensoria Pública e o cartório da 11ª Zona Eleitoral. Em Macapá ficam a Justiça Federal, as Varas do Trabalho do TRT-8 e o sistema prisional do IAPEN. O atendimento central da Defensoria é o (96) 98133-0422.

Dados do município

Mesorregião
Sul do Amapá
Microrregião
Macapá
Área (km²)
7713.046
População (Censo 2022)
4.673
Densidade demográfica (hab/km²)
0.61
IDH-M
0.709

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Empresa ou produtor rural em Serra do Navio

Autuação fiscal, ICMS e execução fiscal

A economia de Serra do Navio tem mineração, atividade que gera obrigação acessória, crédito acumulado, substituição tributária e, quando o Fisco entende diferente, auto de infração e execução fiscal. A defesa começa no prazo do processo administrativo, antes da inscrição em dívida ativa.

A frente tributária da banca é dupla: Felipe Smargiassi (planejamento e defesa fiscal, o canal direto abaixo) e Dr. Edelcio Smargiassi, OAB/MG 154.574, Doutor em Direito (UMSA).

Atendimento remoto em todo o Brasil · honorários em contrato escrito

Órgãos e instituições, Serra do Navio/AP

Justiça Estadual, Comarca

Nome
Comarca de Pedra Branca do Amapari (jurisdição sobre Serra do Navio)
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJAP)
Situação
Serra do Navio não é mais sede de comarca em funcionamento. O município é atendido hoje pela Comarca de Pedra Branca do Amapari, e mantém na cidade um Posto Avançado da Justiça Estadual: o Mapa de Pontos de Inclusão Digital do TJAP vincula expressamente o PID de Serra do Navio à Comarca de Pedra Branca do Amapari, e publicações administrativas do tribunal referem o "Posto Avançado de Serra do Navio" da Vara Única de Pedra Branca. A relação vigente de comarcas do TJAP lista doze comarcas, Serra do Navio não está entre elas, e sim na página de postos avançados.
Histórico
A relação histórica entre as duas cidades se inverteu. A sede da jurisdição da região era Serra do Navio, e Pedra Branca do Amapari era atendida como posto avançado, com atendimento itinerante do juiz. A Lei Complementar estadual nº 076, de 11 de outubro de 2012, criou a Vara Única da Comarca de Pedra Branca do Amapari, segundo o próprio TJAP, à época o volume processual de Pedra Branca já era cerca do dobro do de Serra do Navio (1.048 contra 527 processos), e o eixo da jurisdição migrou de vez.
Posto avancado
O Posto Avançado de Serra do Navio funciona na Rua A-3, 602, Centro, telefone (96) 3321-1241, no traçado original da vila planejada. Ali está o Ponto de Inclusão Digital de nível 1 do TJAP, com computador, câmera e microfone e link dedicado, que permite ao morador participar de audiências por videoconferência e praticar atos processuais sem descer a Pedra Branca.
Sede da comarca
A Vara Única da Comarca de Pedra Branca do Amapari opera sob o modelo Justiça 100% Digital e atende na Rua Francisco Braz, nº 517, Centro, Pedra Branca do Amapari - AP, CEP 68945-000, telefone (96) 3322-3822 e celular/WhatsApp (96) 98404-4532, das 7h30 às 14h30. Sendo vara única, concentra cível, criminal, família, infância e juventude e o Tribunal do Júri da jurisdição. O e-mail institucional da vara é vu.pedra@tjap.jus.br.
Garantias e custodia
A investigação criminal não corre na comarca: a Central de Garantias e Execução de Penas e Medidas Alternativas do TJAP (CGEPMA), sediada em Macapá, tem jurisdição em todo o território do Estado para o juízo das garantias e as audiências de custódia, nos termos da Resolução nº 1634/2023-TJAP, excetuados os feitos de competência originária do TJAP, os do Tribunal do Júri, os da Lei Maria da Penha e as infrações de menor potencial ofensivo. A competência da Central se exaure com o oferecimento da denúncia ou queixa; a execução de penas e medidas alternativas pela Central alcança apenas a Comarca de Macapá.

OAB, Seccional

Panorama
A OAB Amapá é seccional única, sediada em Macapá, sem subseção em Serra do Navio. A advocacia da região milita perante a Vara Única de Pedra Branca do Amapari, que opera 100% digital, e usa o posto avançado local para os atos por videoconferência.
Site
www.oabap.org.br

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há estabelecimento penal em Serra do Navio, o portal do IAPEN não registra unidade prisional no município. O sistema prisional do Amapá se concentra no complexo do IAPEN em Macapá, na Rodovia Duca Serra, km 7, bairro Cabralzinho, com as unidades masculina e feminina do estado. Preso da jurisdição de Pedra Branca do Amapari cumpre custódia na capital, a centenas de quilômetros da família.

Ministério Público Estadual

Estadual
O Ministério Público do Estado do Amapá atua na jurisdição por meio da Promotoria de Justiça de Pedra Branca do Amaparí, na Avenida Francisco Braz, 54, Centro, Pedra Branca do Amapari - AP, CEP 68945-000, e-mail institucional pedrabranca@mpap.mp.br, atendimento das 8h às 14h. A promotoria acumula as atribuições criminais e cíveis da comarca, cuja área alcança Serra do Navio.
Sede institucional
Procuradoria-Geral de Justiça do MPAP, Rua do Araxá, s/n, Bairro Araxá, Macapá - AP, CEP 68903-883, telefone (96) 3198-1600

Defensoria Pública Estadual

Atendimento
A Defensoria Pública do Estado do Amapá não mantém unidade em Serra do Navio, a página oficial de endereços da DPE-AP registra que não há atendimento local nos municípios sem comarca. A unidade da jurisdição fica em Pedra Branca do Amapari, na Av. Francisco Braz, s/n, Centro, e o telefone central de atendimento da DPE-AP é o (96) 98133-0422.
Defensoria pública uniao
Nas causas federais, o atendimento gratuito cabe à Defensoria Pública da União, junto à Justiça Federal em Macapá.

Justiça Federal

Subseção
Seção Judiciária do Amapá (JFAP), sede única em Macapá, vinculada ao TRF da 1ª Região
Jurisdição
Não há vara federal na região do Amapari. As causas federais de Serra do Navio, INSS, execuções fiscais da União, crimes federais, questões minerárias que envolvam bens ou interesses da União, tramitam na Justiça Federal em Macapá. Vale lembrar que a mineração toca com frequência a esfera federal: direitos minerários são geridos pela Agência Nacional de Mineração, autarquia federal.

Justiça do Trabalho

Panorama
O Amapá integra o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (Pará e Amapá), sediado em Belém. Não há Vara do Trabalho em Serra do Navio; as ações trabalhistas do município, inclusive as ligadas a mineradoras e serrarias, são processadas pelas Varas do Trabalho de Macapá.

Justiça Eleitoral

Zona
11ª Zona Eleitoral, sede em Pedra Branca do Amapari, com jurisdição sobre Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio

Polícia Civil

Delegacia
A Polícia Civil do Amapá mantém delegacia no município: a Delegacia de Serra do Navio, na Rua Airton Sena, nº 1022, Colônia Água Branca, telefone (96) 98401-2379. Note-se que a unidade fica na comunidade de Água Branca, o primeiro nome do próprio município, e não no núcleo tombado da vila.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Serra do Navio
Endereço
Rua BC-1, 106, Vila Primária, Serra do Navio - AP, CEP 68948-000
Telefone
E-mail
Site
serradonavio.ap.gov.br
Horário
Segunda a sexta, das 8h às 12h

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Cvv
188
Direitos humanos
100

Pontos de atenção

Cruzamentos e comparações a partir de dados públicos

A comarca que trocou de lugar: Serra do Navio e Pedra Branca inverteram os papéis

Poucas jurisdições brasileiras viveram uma inversão tão completa: a sede da comarca era Serra do Navio e o posto avançado era Pedra Branca do Amapari, até que a LC estadual nº 076/2012 criou a Vara Única de Pedra Branca, então com o dobro do acervo (1.048 contra 527 processos, nos números do próprio TJAP). Hoje a relação de comarcas do tribunal não inclui Serra do Navio, e o PID local está vinculado à comarca vizinha. O detalhe importante para o litigante: as páginas do TJAP ainda exibem camadas das duas épocas, quem pesquisa sozinho pode concluir, erradamente, que existe "Comarca de Serra do Navio" ativa. O foro competente é Pedra Branca do Amapari.

Morar num monumento: o que o tombamento federal muda na vida (e nos litígios) do morador

A Vila Serra do Navio inteira é bem tombado federal, com inscrição no Livro do Tombo homologada em 28/12/2018. Isso significa que reforma, demolição e construção no conjunto dependem do Iphan (Decreto-Lei nº 25/1937), e que a regularização fundiária dos imóveis, ocupados desde a saída da ICOMI sem titulação plena, corre com participação da autarquia federal, que vem entregando títulos aos moradores. Disputas possessórias, inventários e financiamentos na vila carregam essa camada federal que não existe em nenhum outro município do estado: o advogado que ignora o tombamento arrisca nulidades e embargos.

Três datas oficiais para um só tombamento, e por que citar a fonte importa

Fontes oficiais divergem sobre a data do tombamento da vila: a página do Governo do Amapá diz 2012, o Ministério da Cultura registra o bem como tombado em 2015 ao homologar a inscrição em 2018, e noticiários da época referem a aprovação pelo Conselho Consultivo do Iphan em 2010. A explicação está no rito do Decreto-Lei nº 25/1937: decisão do Conselho, tombamento e homologação ministerial são atos distintos, separados por anos, e cada órgão datou o "tombamento" por um marco diferente. Para efeitos práticos, a proteção é plena e a inscrição definitiva no Livro do Tombo está homologada desde 28/12/2018.

Violência contra a mulher, Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional, CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado, OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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