História
Paraisópolis tem origem em povoado denominado São José do Paraíso, inicialmente vinculado a Pouso Alegre. A trajetória institucional do município é marcada por avanços e retrocessos no século XIX: a primeira elevação a Vila ocorreu em 25 de novembro de 1867, pela Lei nº 1396, com desanexação de Conceição dos Ouros do termo de Pouso Alegre. Em 24 de julho de 1868 (Lei nº 1587), entretanto, o povoado retornou à condição de Freguesia subalterna.
A definitiva elevação a Vila veio em 15 de julho de 1872, com anexação das Freguesias de São João Batista das Cachoeiras (hoje Cachoeira de Minas) e Conceição dos Ouros. Nesse mesmo ano foi criada a primeira cadeira de instrução do município — exclusivamente para o sexo feminino, dado curioso para a história educacional sul-mineira do XIX e indicativo de pioneirismo educacional.
A elevação à categoria de cidade ocorreu em 25 de janeiro de 1873, data em que se comemora o aniversário do município e quando foi instalada a Primeira Câmara Municipal. Posteriormente, o município recebeu a denominação atual "Paraisópolis", em homenagem poética à paisagem privilegiada nos contrafortes da Serra da Mantiqueira.
No século XX, o município consolidou identidade industrial em segmentos de média-alta tecnologia (fios, cabos elétricos, autopeças), em conexão com o eixo Pouso Alegre-Itajubá. Em 1997, a criação da Área de Proteção Ambiental Fernão Dias (180.373 ha) trouxe ao município obrigações de proteção ambiental relevantes.
Marco político recente: em outubro de 2024, Everton de Assis Ferreira (REPUBLICANOS) foi reeleito prefeito com 44,03% dos votos, derrotando Bel (UNIÃO) com 36,19%. A continuidade administrativa marca o mandato 2025-2028, com vice Alex do Quitonho (PRD).