Cidade de MS

Caarapó

Caarapó é 30.612 habitantes (Censo 2022) em 2.116 km² da região de Dourados, nascida da erva-mate e hoje sustentada pela agricultura de grão. É comarca de segunda entrância, integrante da 2ª Circunscrição Judiciária, com dois juízes — 1ª e 2ª Vara — e é também a comarca regional a que fica vinculado o município de Juti. O Tribunal do Júri é presidido pelo juízo da 1ª Vara, mas duas competências saem da cidade: a investigação vai ao juiz das garantias de Dourados, e a execução de quem cumpre pena em regime fechado ou semiaberto vai a Campo Grande, mesmo havendo unidade penal estadual no município. O território abriga duas terras indígenas Guarani Kaiowá.

UF
MS
Porte
pequena
População
30.612 hab.

Para questões judiciais em Caarapó (MS), o juízo competente é da Comarca de Caarapó — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

Antes de Caarapó existir, já existia Vila Juti — batizada Santa Luzia pela Companhia Mate Laranjeira, erguida como ponto de pouso para tropeiros e ervateiros que vinham do Paraguai. A sede que hoje é Caarapó nasceu depois, em 1927, fundada por Nazário de Leon e Manoel Benites; vieram na sequência o médico Humberto de Freitas Coutinho, de Uberaba, e o cuiabano Francisco Serejo, dedicado ao comércio e à política. O nome, de origem tupi-guarani, veio da erva-mate que sustentou a economia da região por décadas: CAA, erva-mate, e RAPÓ, raiz de erva-mate. A emancipação política veio pela Lei estadual nº 1.190, de 20 de dezembro de 1958, com posse do primeiro prefeito, Cid Viriato Batista, em 22 de junho de 1959. Cinco anos depois, em sessão de 13 de fevereiro de 1963, a Câmara Municipal já registrava requerimento de vereador pela criação de comarca própria — sinal de uma cidade que crescia rápido sobre a antiga rota da erva-mate.

Economia

A economia de Caarapó trocou de eixo sem trocar de vocação: onde a Companhia Mate Laranjeira extraía erva nativa, hoje a soja, o milho e a pecuária sustentam um PIB municipal de R$ 2,55 bilhões (IBGE, 2023) — o maior das quatro comarcas desta ficha. A densidade de 14,47 habitantes por quilômetro quadrado, também a maior entre elas, revela um território mais ocupado, com menos vazio produtivo do que em municípios vizinhos de maior extensão. Duas terras indígenas Guarani Kaiowá convivem com essa fronteira agrícola, e dessa convivência nasce uma pauta jurídica própria: conflito fundiário, questão possessória e disputa sobre direito de povos indígenas, que na Justiça Federal correm em Dourados e, quando não são de competência federal, seguem no juízo estadual local.

Panorama jurídico

Caarapó tem unidade prisional da AGEPEN funcionando no antigo prédio da cadeia pública, e é justamente aí que mora a distância que a família precisa entender: a pessoa está presa aqui, mas quem decide sobre a pena dela, no regime fechado e no semiaberto, é uma vara de Campo Grande, a mais de duzentos quilômetros. Essa centralização vem de 2016 e foi desdobrada em duas varas em 2024, alcançando todo o interior do estado. Na comarca permanecem a execução do regime aberto e das penas restritivas de direitos, atribuídas à 1ª Vara pelo parágrafo único do artigo 12 da Resolução TJ nº 221/1994, junto com o processo criminal depois da denúncia e o Tribunal do Júri. A 2ª Vara responde pelo cível, pela família e pela infância e juventude. A investigação também corre fora: desde a Resolução TJ nº 321, de 24 de julho de 2024, o juiz das garantias de toda a 2ª Circunscrição — que reúne Dourados, Caarapó, Itaporã e mais sete comarcas — está concentrado numa vara dedicada em Dourados, onde se decide flagrante, prisão preventiva e quebra de sigilo até o oferecimento da denúncia. Some-se que a comarca é regional de Juti, de modo que o morador daquele município também responde aqui. Sobre o número de juízes não há controvérsia: a Lei estadual nº 6.587/2026 e a Resolução TJ nº 221/1994, na redação da Resolução 404/2026, concordam em dois — ao contrário do que ocorre na vizinha Itaporã. A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O patrimônio de Caarapó tem raiz na erva-mate: as trilhas abertas pela Companhia Mate Laranjeira para escoar a produção, as "tape-jacienda", ainda organizam parte da malha rural do município, e o próprio nome da cidade é um registro linguístico desse ciclo. A cidade guarda, no núcleo histórico em torno da Avenida Dom Pedro II, o traçado herdado do povoamento das décadas de 1920 e 1930. No território, as aldeias Guarani Kaiowá de Caarapó e Guyraroká somam uma segunda camada patrimonial, com cultura, língua e organização social próprias, num dos municípios de maior concentração indígena da região de Dourados.

Curiosidades

Três curiosidades ajudam a entender Caarapó. A primeira é de origem: antes de existir a sede atual, já existia Vila Juti, batizada Santa Luzia pela Companhia Mate Laranjeira — e hoje é Juti quem depende de Caarapó, como comarca regional, enquanto aguarda a instalação de comarca própria. A segunda é jurídica: Caarapó e Miranda são as duas comarcas desta leva em que lei e resolução concordam sobre o número de juízes — dois —, ao contrário de Itaporã, cuja lei prevê dois juízes mas cuja resolução e página oficial de comarcas ainda mostram vara única. A terceira é geográfica: com 14,47 habitantes por quilômetro quadrado, Caarapó é a mais densamente povoada das quatro comarcas desta ficha, mais que o triplo da densidade de Miranda.

Educação e cidadania

A Defensoria Pública funciona dentro do próprio prédio do Fórum de Caarapó, na Avenida Dom Pedro II — detalhe que poupa deslocamento a quem não pode pagar advogado, inclusive em processo criminal. As duas Promotorias de Justiça, sob o mesmo titular, dividem entre si patrimônio público, meio ambiente, infância e o restante do cível e do criminal da comarca. Quem precisa da Justiça Eleitoral encontra a 28ª Zona na Avenida D. Pedro II, atendendo também os moradores de Juti. Já quem tem questão trabalhista não encontra vara fixa na cidade: depende da sessão itinerante vinda de Fátima do Sul. Três órgãos, porém, não têm endereço nenhum em Caarapó: a Justiça Federal despacha em Dourados, o juiz das garantias que decide sobre prisão e busca também fica em Dourados, e a execução de quem cumpre pena fechada ou semiaberta é resolvida em Campo Grande — três viagens que vale a pena confirmar antes de qualquer prazo vencer.

Segurança e fronteira

O Estabelecimento Penal Masculino de Regime Fechado de Caarapó funciona no prédio que antes era a cadeia pública municipal, administrada pela Polícia Civil; a Agepen assumiu a gestão em 17 de novembro de 2017, com cerca de quarenta internos à época. A unidade, de média complexidade, recebe presos do regime fechado — mas não decide a execução deles: quem cumpre pena fechada aqui tem a progressão, a remição, a saída temporária e o livramento condicional decididos em Campo Grande, pelo SEEU. A divisão de endereços é a mesma vista em outras comarcas do Estado: o corpo fica na cidade, a decisão sobre a pena vai para a capital.

Presença indígena

Caarapó tem duas terras indígenas Guarani Kaiowá em estágios de reconhecimento diferentes, e a diferença muda o que se pode discutir. A Terra Indígena Caarapó está regularizada, com 3.594 hectares — etapa final do procedimento demarcatório, que assegura posse permanente. A Terra Indígena Guyraroká está na fase declarada, com 11.440 hectares, mais que o triplo da área da primeira — declarada não é regularizada, e o processo ainda pode enfrentar etapas de homologação e registro. A competência também se divide: disputa sobre direitos indígenas é da Justiça Federal, Subseção de Dourados; o crime comum de indígena sem relação com direitos coletivos segue na 1ª Vara da comarca, com as garantias do artigo 231 da Constituição e da Convenção nº 169 da OIT.

Dados do município

Mesorregião
Sudoeste de Mato Grosso do Sul
Microrregião
Dourados
Área (km²)
2115.73
População (Censo 2022)
30.612
Densidade demográfica (hab/km²)
14.47

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Órgãos e instituições — Caarapó/MS

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Caarapó
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul (TJMS)
Entrância
segunda entrância
Circunscrição judiciária
2ª Circunscrição Judiciária — sede em Dourados
Criação
O município foi criado pela Lei estadual nº 1.190, de 20 de dezembro de 1958, desmembrado de Dourados, e instalado em 1958, com posse do primeiro prefeito em 22 de junho de 1959. Em sessão de 13 de fevereiro de 1963, a Câmara Municipal já registrava requerimento de vereador pela criação de comarca própria; a ficha não localizou, em fonte oficial, a lei estadual e a data exata de instalação do foro — o dado que confirma a existência da comarca hoje é o quadro vigente do Código de Organização Judiciária e a página de comarcas do TJMS, ambos usados abaixo.
Classificação
O artigo 13, inciso II, do Código de Organização e Divisão Judiciárias (Lei estadual nº 1.511, de 5 de julho de 1994) arrola Caarapó entre as comarcas de segunda entrância; a entrância especial tem só quatro comarcas no Estado — Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas.
Estrutura
São dois juízes de direito, um na 1ª Vara e outro na 2ª Vara, com todos os feitos distribuídos por sorteio (artigo 12 do Anexo I à Resolução TJ nº 221, de 1º de setembro de 1994, na redação da Resolução nº 404, de 1º de julho de 2026). Pelo parágrafo único do mesmo artigo, cabe privativamente ao juiz da 1ª Vara processar a presidência do Tribunal do Júri e as execuções penais, inclusive os acordos de não persecução penal, ressalvadas as competências dos itens "3" e "4" da alínea "i" do artigo 2º; ao juiz da 2ª Vara cabe a jurisdição de infância e adolescência. A Lei estadual nº 6.587, de 19 de maio de 2026, confirma os dois juízes no artigo 21, § 1º, IX, do Código — aqui lei e resolução concordam.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri funciona junto ao juízo da 1ª Vara, que acumula a presidência do Júri com as execuções penais da comarca (parágrafo único do artigo 12 da Resolução 221/1994). A 1ª Promotoria de Justiça de Caarapó, que responde por cível, criminal e interesses difusos e coletivos, oficia nos feitos dessa vara.
Juizo garantias
A fase de investigação não corre aqui. A Resolução TJ nº 321, de 24 de julho de 2024, implantou o juiz das garantias da 2ª Circunscrição Judiciária inteira — Dourados, Caarapó, Itaporã, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Deodápolis, Douradina, Laguna Carapã, Jateí e Vicentina — numa única vara dedicada na comarca de Dourados: a Vara do Juiz das Garantias, Tribunal do Júri e Execução Penal, criada como uma das dezesseis varas daquela comarca pelo artigo 5º, alínea "g", da Resolução 221/1994 (redação da própria Resolução 321/2024). Inquérito, flagrante, custódia, cautelares e quebras de sigilo de fatos de Caarapó tramitam ali até o oferecimento da denúncia, quando o feito retorna ao juízo local.
Execução penal
Como em todo o interior do Estado, a execução de quem cumpre pena em regime fechado ou semiaberto não corre no Fórum de Caarapó: corre em Campo Grande. A Resolução TJ nº 142, de 6 de julho de 2016, criou a Vara de Execução Penal do Interior para todas as comarcas exceto a própria Campo Grande, e a Resolução nº 313, de 8 de maio de 2024, desdobrou-a em duas — pelo artigo 2º, alínea "i", itens 3 e 4, da Resolução 221/1994, a 1ª processa o regime fechado e a 2ª, o semiaberto. Ficam no juízo local o regime aberto, as restritivas de direitos, o sursis, o livramento já concedido e os acordos de não persecução penal, por atribuição direta do parágrafo único do artigo 12. Medida de segurança é processada pela vara de execução do local de residência do sentenciado (artigo 14-H), e a multa criminal segue o juízo da condenação (artigo 14-F).
Endereço
Fórum de Caarapó — Av. Dom Pedro II, 1.700, Centro, Caarapó - MS, CEP 79.940-000
Telefone
Email primeira vara
Email segunda vara
Jurisdição
A comarca abrange o município, com os distritos de Cristalina e Nova América, e integra a 2ª Circunscrição Judiciária, sede Dourados. Caarapó é também a comarca regional a que fica vinculado o município de Juti, cuja comarca própria foi criada por lei mas ainda não instalada (Quadro IV do Anexo I do Código de Organização Judiciária) — quem mora em Juti tem o processo distribuído no Fórum de Caarapó até que a comarca local seja efetivamente instalada.

OAB — Subseção

Nome
28ª Subseção da OAB/MS — Caarapó

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Sem vara federal no município; jurisdição da 2ª Subseção Judiciária — Dourados.
Justica trabalho
Vara do Trabalho Itinerante em Caarapó, vinculada à Vara do Trabalho de Fátima do Sul (TRT-24).
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo portal e aplicativo Meu INSS.
Funai
As terras indígenas do município são atendidas pela Coordenação Regional de Dourados da Funai.

Estabelecimentos penais

Panorama
Caarapó tem uma unidade penal da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, a AGEPEN, autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, instalada no antigo prédio da cadeia pública municipal, antes administrada pela Polícia Civil. A execução de quem cumpre pena aqui, no regime fechado, é decidida em Campo Grande, na Vara de Execução Penal do Interior — a competência segue o regime de cumprimento, não a unidade.
Unidades
· Estabelecimento Penal Masculino de Regime Fechado de Caarapó · Administração
AGEPEN — Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (SEJUSP/MS)
· Estabelecimento Penal Masculino de Regime Fechado de Caarapó · Endereço
Avenida Duque de Caxias, 1.717, Vila Planalto, Caarapó - MS, CEP 79.940-000
· Estabelecimento Penal Masculino de Regime Fechado de Caarapó · Telefone
· Estabelecimento Penal Masculino de Regime Fechado de Caarapó · E-mail
· Estabelecimento Penal Masculino de Regime Fechado de Caarapó · Criação
Decreto estadual nº 14.738, de 15 de maio de 2017; a Agepen assumiu a gestão da unidade em 17 de novembro de 2017, antes administrada como cadeia pública pela Polícia Civil
· Estabelecimento Penal Masculino de Regime Fechado de Caarapó · Perfil
Média complexidade, presos do sexo masculino em regime fechado

Povos indígenas

Situação no município
A base oficial da Fundação Nacional dos Povos Indígenas registra em Caarapó duas terras indígenas do povo Guarani Kaiowá. A Terra Indígena Caarapó está regularizada, com 3.594,4154 hectares. A Terra Indígena Guyraroká está na fase declarada, com 11.440 hectares — mais que o triplo da área regularizada, um estágio anterior de reconhecimento, sem o efeito jurídico pleno da regularização. Ambas sob a Coordenação Regional de Dourados.
Efeito juridico
Disputa sobre direitos indígenas é competência da Justiça Federal pelo artigo 109, XI, da Constituição, e Caarapó responde à Subseção de Dourados. O processo criminal comum de indígena acusado de crime sem relação com direitos coletivos segue na 1ª Vara da comarca, com as garantias do artigo 231 da Constituição e da Convenção nº 169 da OIT.

Ministério Público Estadual

Estadual
A comarca é atendida por duas Promotorias de Justiça do MPMS, ambas sob a titularidade de Alexandre Estuqui Junior (a 1ª com o auxílio de Felipe Rocha Vasconcellos de Freitas Pinheiro): a 1ª responde por cível, criminal e interesses difusos e coletivos; a 2ª acumula patrimônio histórico e cultural, pessoas com deficiência, meio ambiente, infância e juventude, habitação e urbanismo, direitos humanos, idoso e cidadania. O portal do MPMS não rotula, com essas palavras, qual promotoria oficia no Tribunal do Júri — pela abrangência declarada, é a 1ª quem responde pela matéria criminal.
Endereço
Contato central do MPMS: Rua Pres. Manuel Ferraz de Campos Salles, 214, Campo Grande - MS, CEP 79031-907
Telefone

Defensoria Pública Estadual

Atendimento
A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul mantém unidade em Caarapó, no Fórum, na Rua Dom Pedro II, 1.700, Vila Planalto, CEP 79.940-000, telefone institucional (67) 2025-0077. O atendimento é para quem não tem condições de contratar advogado sem prejuízo do próprio sustento e alcança a matéria criminal e a execução penal.
Defensoria pública uniao
Nas causas de competência da Justiça Federal, o atendimento gratuito cabe à Defensoria Pública da União, que acompanha a Subseção de Dourados.

Justiça Federal

Subseção
2ª Subseção Judiciária de Mato Grosso do Sul — Dourados (Justiça Federal da 3ª Região)
Jurisdição
Caarapó não é sede de subseção federal. A 2ª Subseção, com sede em Dourados, abrange Anaurilândia, Angélica, Bataiporã, Caarapó, Deodápolis, Douradina, Dourados, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Itaporã, Ivinhema, Laguna Carapã, Maracaju, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Rio Brilhante e Taquarussu — o mesmo desenho, no plano federal, da 2ª Circunscrição estadual, acrescido de municípios de outras circunscrições estaduais.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho Itinerante em Caarapó
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (TRT-24), vara-base em Fátima do Sul
Endereço
Avenida Duque de Caxias, 726, sala 8, Centro, Caarapó - MS
Telefone
Abrangência
Fátima do Sul, Caarapó, Deodápolis, Vicentina, Glória de Dourados e Jateí (jurisdição da Vara do Trabalho de Fátima do Sul, que atende Caarapó em sessões itinerantes)

Justiça Eleitoral

Zona
28ª Zona Eleitoral — Caarapó e Juti
E-mail
Telefone
Endereço
Av. D. Pedro II, 212, Centro, Caarapó - MS
Central atendimento eleitor
148

Segurança Pública

Panorama
A segurança pública de Caarapó reúne uma unidade penal estadual, duas terras indígenas Guarani Kaiowá de grande extensão e uma economia de grão que atrai trabalho sazonal — combinação que traz ao Fórum tanto criminalidade comum quanto conflito fundiário e questão agrária ligada às aldeias.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher funciona pelo 180, 24 horas.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Caarapó
Endereço
Avenida Presidente Vargas, 425, Centro, Caarapó - MS
Telefone
Site
caarapo.ms.gov.br

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Caarapó
Site
camaracaarapo.ms.gov.br
Endereço
Rua Euclides Serejo Batista, 870, Caarapó - MS, CEP 79.940-000
Telefone

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Cvv
188
Direitos humanos
100
Policia federal
194

Singularidades institucionais

Vara do Trabalho que viaja até Caarapó

Caarapó não tem Vara do Trabalho fixa: os processos trabalhistas do município são da competência da Vara do Trabalho de Fátima do Sul, que mantém posto itinerante em endereço próprio na Avenida Duque de Caxias, 726, sala 8. O modelo cobre seis municípios menores — Fátima do Sul, Caarapó, Deodápolis, Vicentina, Glória de Dourados e Jateí — com uma única estrutura de vara sediada num deles.

Fonte: TRT da 24ª Região — relação oficial das Varas do Trabalho, verbete Vara do Trabalho Itinerante em Caarapó

Uma comarca, um titular, duas promotorias

As duas Promotorias de Justiça de Caarapó respondem ao mesmo titular, Alexandre Estuqui Junior — a 1ª cobre cível, criminal e interesses difusos e coletivos, com o auxílio de Felipe Rocha Vasconcellos de Freitas Pinheiro; a 2ª acumula patrimônio histórico e cultural, meio ambiente, infância e juventude, habitação e urbanismo, direitos humanos, idoso e cidadania. Diferente de comarcas maiores, aqui não há separação de titulares entre as duas promotorias.

Fonte: MPMS — página oficial das Promotorias de Justiça de Caarapó

Percepções inéditas

Cruzamentos, comparações e anomalias identificados pela redação

geografia-judiciaria

A cidade que Juti precede e de que hoje depende

Antes de existir a sede que hoje é Caarapó, já existia Vila Juti, batizada Santa Luzia pela Companhia Mate Laranjeira, ponto de pouso de tropeiros e ervateiros. A ordem se inverteu: Juti nunca deixou de ser povoado maior no início do ciclo da erva-mate, mas quem virou sede de comarca foi Caarapó, fundada só em 1927. Hoje é Juti quem depende de Caarapó — comarca criada por lei, mas ainda não instalada, atendida pela comarca regional vizinha até a efetiva instalação do próprio foro.

institucional

Duas terras indígenas, dois estágios de reconhecimento

As terras indígenas Caarapó e Guyraroká, ambas Guarani Kaiowá, estão em fases opostas do procedimento demarcatório: a primeira, regularizada, com 3.594 hectares; a segunda, apenas declarada, com 11.440 hectares — mais que o triplo da área, num estágio que ainda pode enfrentar homologação e registro. Quem confunde "declarada" com "regularizada" erra o que pode e o que não pode discutir sobre cada uma.

geografia-judiciaria

A única comarca desta leva sem divergência entre lei e resolução

Nas quatro comarcas apuradas nesta rodada — Caarapó, Miranda, Itaporã e Anastácio —, só Caarapó e Miranda têm o mesmo número de juízes na Lei estadual nº 6.587/2026 e na Resolução TJ nº 221/1994: dois. Itaporã tem divergência entre a lei (dois) e a prática (vara única); Anastácio nem aparece nas listas de comarcas multi-juiz de nenhuma das duas normas, apesar de a página do TJMS mostrar duas denominações de vara.

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

Utilidade pública

Precisa de um advogado?

Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional