Cidade de MS

Aquidauana

Aquidauana é a porta do Pantanal sul-mato-grossense: 46.803 habitantes (Censo 2022) em 17.087 km² de serra, planície e aldeia, com comarca instalada desde 1910 e sede da 5ª Circunscrição Judiciária. É comarca de segunda entrância, tem três juízes — duas Varas Cíveis e uma Vara Criminal — e julga o Tribunal do Júri no Fórum da Rua Nilza Ferraz Ribeiro. Três competências, porém, saem da cidade: a investigação vai ao juiz das garantias de Corumbá; a execução do regime fechado e do semiaberto vai às Varas de Execução Penal do Interior, em Campo Grande, mesmo com duas unidades penais no município; e a matéria fundiária, ambiental e de direitos indígenas vai à vara regional de Bonito. O território abriga duas terras indígenas Terena.

UF
MS
Porte
pequena
População
46.803 hab.

Para questões judiciais em Aquidauana (MS), o juízo competente é da Comarca de Aquidauana — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional

Particularidades

História

A ata de fundação de Aquidauana foi lavrada sobre uma manta de couro estendida no chão. Era 15 de agosto de 1892, e cerca de quarenta homens convocados pelo major Theodoro Paes da Silva Rondon tinham vindo da Vila de Miranda escolher o lugar de um povoado na margem esquerda do rio: faltava um porto fluvial mais próximo de Nioaque e de Campo Grande. O nome era muito mais velho que a reunião, vindo do vocabulário Guaicuru e de mapas do século XVII. A escalada administrativa foi rápida para os padrões do sertão: distrito e município pela Lei estadual nº 467, de 18 de dezembro de 1906, instalado em 3 de maio de 1907; comarca pela Lei nº 549, de 20 de julho de 1910; cidade pela Lei nº 772, de 1918. O município já foi maior: recebeu em 1958 os distritos de Anastácio, Cipolândia, Camisão e Piraputanga e, pela Lei estadual nº 2.143, de 18 de março de 1964, perdeu Anastácio, que virou município do outro lado da ponte.

Economia

Pecuária e paisagem sustentam Aquidauana. O PIB municipal foi de R$ 1,44 bilhão em 2023, segundo o IBGE, num território de 2,74 habitantes por quilômetro quadrado — os dois números lidos juntos dizem que a riqueza está no campo, em fazendas de criação espalhadas pela serra e pela planície. Sobre essa base assentam-se duas atividades que trazem gente e contrato: o turismo, com a cidade servindo de entrada para o Pantanal e para o circuito de morrarias e balneários dos distritos, e o serviço público, com campus federal, fórum, vara trabalhista, promotorias e duas unidades penais na sede. Daí sai uma pauta reconhecível — contrato agrário, questão possessória, licenciamento e crime ambiental em área alagável, trabalho rural e no turismo — e uma peculiaridade: desde julho de 2026, conflito fundiário e ilícito ambiental já não correm no juízo comum da comarca, e sim na vara regional de Bonito.

Panorama jurídico

Quem procura advogado em Aquidauana precisa saber antes de tudo quais processos ficam e quais saem. Ficam a ação cível, a de família, a infância e juventude, o processo criminal depois da denúncia e o Tribunal do Júri — este assegurado a toda comarca instalada pelo artigo 21 do Código de Organização e Divisão Judiciárias e confirmado pelas atribuições da 3ª Promotoria de Justiça. Saem três. A investigação sai: pela Resolução TJ nº 354/2025, o juiz das garantias da 3ª, 5ª, 9ª e 11ª Circunscrições fica em Corumbá, e ali se decide flagrante, custódia, cautelar e quebra de sigilo até o oferecimento da denúncia. A execução da pena mais grave sai: desde 2016, desdobrada em duas varas em 2024, a competência sobre o fechado e o semiaberto de todo o interior está em Campo Grande, restando no juízo local o regime aberto, as restritivas de direitos, o sursis e os acordos de não persecução penal. E a matéria fundiária, ambiental e indígena saiu por último, em 1º de julho de 2026, para a vara regional de Bonito. Aquidauana é, assim, sede de circunscrição que exporta três competências e não importa nenhuma. A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O patrimônio de Aquidauana se divide entre o trilho e a água. A cidade cresceu como ponto de embarque — primeiro fluvial, depois ferroviário — e guarda no centro velho, junto à antiga estação, um conjunto de casarões e armazéns de porte incomum para quarenta e poucos mil habitantes, herança do tempo em que ali passavam boi, gente e carga rumo a Corumbá e à Bolívia. A outra metade é natural e começa nos distritos: a serra de Maracaju, os balneários e as morrarias de Piraputanga e Camisão, os paredões de arenito e, adiante, a planície pantaneira até o horizonte. A terceira camada é humana e talvez a mais decisiva: as aldeias Terena de Limão Verde e do complexo Taunay/Ipegue, com escolas, festas, cerâmica e língua próprias, que fazem do município um centro da presença Terena no país.

Curiosidades

Três curiosidades ajudam a entender Aquidauana. A primeira é geográfica: são mais de dezessete mil quilômetros quadrados, área maior que a de vários Estados brasileiros pequenos, e ainda assim menos de três habitantes por quilômetro quadrado — dá para dirigir horas dentro do município sem sair dele. A segunda é de vizinhança: Anastácio, do outro lado da ponte sobre o rio, parece bairro e não é — é município desde 1964 e comarca própria de segunda entrância, com juiz, promotor e fórum separados, de modo que atravessar a ponte é mudar de foro. A terceira interessa a quem pesquisa: o portal do Ministério Público classifica as promotorias daqui como de entrância especial, enquanto a lei de organização judiciária põe a comarca na segunda entrância — são duas carreiras, com escalas próprias, e quem cruza as fontes sem notar a diferença publica dado errado.

Educação e cidadania

Para quem mora em Aquidauana, o mapa das instituições é curto e vale decorar. A Defensoria Pública do Estado fica na Rua Assis Ribeiro, 711, no Bairro Alto, e é o caminho de quem não pode contratar advogado, inclusive em matéria criminal e de execução penal. As três Promotorias de Justiça ficam na Rua Luiz da Costa Gomes, 544, a poucos quarteirões do Fórum, na Rua Nilza Ferraz Ribeiro, 391. A Vara do Trabalho fica na Rua Luis da Costa Gomes, 473, e responde também por Anastácio, Bodoquena, Dois Irmãos do Buriti e Miranda. O cartório da 10ª Zona Eleitoral atende pelo ze10@tre-ms.jus.br e pelo 148, e o campus da UFMS mantém licenciaturas, entre elas a Intercultural Indígena. O que não fica na cidade também precisa ser sabido: a Justiça Federal responde em Campo Grande, a investigação criminal tramita em Corumbá até a denúncia, a execução do fechado e do semiaberto é decidida em Campo Grande e a matéria fundiária, ambiental e indígena corre em Bonito. Saber disso poupa viagem, prazo e dinheiro.

Segurança e fronteira

Duas unidades penais, um posto de monitoramento eletrônico e nenhum juízo de execução do regime fechado: é o resumo da arquitetura penal de Aquidauana. O Estabelecimento Penal de Aquidauana e o Estabelecimento Penal de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência ao Albergado — este criado pelo Decreto estadual nº 11.552, de 18 de fevereiro de 2004, e aberto desde março de 2003, na Rua Treze de Junho — são administrados pela AGEPEN, que segue sendo AGEPEN: o que mudou no Estado foi a carreira, com a Polícia Penal criada pela Emenda Constitucional estadual nº 88, de 2021, e não o nome da autarquia. A cidade sedia ainda um posto da Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual, que acompanha tornozeleira eletrônica. O que a família precisa gravar é a divisão de endereços: visita, transferência interna e informação sobre saúde e pertences resolvem-se na unidade, aqui; progressão, remição, saída temporária e livramento de quem cumpre no fechado ou no semiaberto tramitam em Campo Grande, pelo SEEU.

Presença indígena

Aquidauana é uma cidade Terena, e isso tem tradução jurídica. A base oficial da Funai registra no município a Terra Indígena Limão Verde, regularizada, com 5.377 hectares, e a Terra Indígena Taunay/Ipegue, cujo território aparece em dois estágios: um polígono regularizado de 6.461 hectares e um polígono declarado de 33.900 hectares, fruto de reestudo, cuja demarcação física foi concluída em 2026, em ato acompanhado pela Funai e pelo Ministério dos Povos Indígenas. Declarada não é o mesmo que regularizada, e a diferença entre as fases muda o que se pode discutir. A competência também não é única: disputa sobre direitos indígenas é da Justiça Federal pelo artigo 109, XI, da Constituição, e responde à Subseção de Campo Grande; questões de direito dos povos indígenas que não sejam federais estão, desde 1º de julho de 2026, na vara regional de Bonito; e o crime comum sem relação com direitos coletivos segue na Vara Criminal daqui, onde incidem as garantias do artigo 231 da Constituição e da Convenção nº 169 da OIT.

Dados do município

Mesorregião
Pantanais Sul Mato-grossenses
Microrregião
Aquidauana
Área (km²)
17087.021
População (Censo 2022)
46.803
Densidade demográfica (hab/km²)
2.74

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Órgãos e instituições — Aquidauana/MS

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Aquidauana
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul (TJMS)
Entrância
segunda entrância
Circunscrição judiciária
5ª Circunscrição Judiciária — sede em Aquidauana
Criação
O município nasceu pela Lei estadual nº 467, de 18 de dezembro de 1906, desmembrado de Miranda, e foi instalado em 3 de maio de 1907. Menos de quatro anos depois já tinha foro próprio: a Lei nº 549, de 20 de julho de 1910, elevou Aquidauana à categoria de comarca — anterior à criação do Estado.
Classificação
O artigo 13, inciso II, do Código de Organização e Divisão Judiciárias (Lei estadual nº 1.511, de 5 de julho de 1994) arrola Aquidauana entre as comarcas de segunda entrância; a entrância especial tem só quatro comarcas no Estado — Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas.
Estrutura
São três juízes de direito (artigo 21, § 1º, VIII, do Código, na redação da Lei estadual nº 6.587, de 19 de maio de 2026). A competência está no artigo 11 da Resolução TJ nº 221, de 1º de setembro de 1994, com a redação da Resolução nº 392, de 4 de março de 2026: dois juízes nas Varas Cíveis, com distribuição alternada por sorteio, inclusive nos feitos cíveis de infância e adolescência, e um na Vara Criminal, a quem o § 3º entrega a jurisdição criminal e a apuração de ato infracional (artigos 101 e 104 do ECA).
Tribunal juri
O artigo 21, caput, do Código determina que em cada comarca instalada haja um juiz de direito e um Tribunal do Júri, e o artigo 81, I, descreve essa jurisdição. Aqui o Júri é do juízo criminal da comarca — o Ministério Público confirma o desenho ao listar, entre as atribuições da 3ª Promotoria, oficiar nas sessões do Júri da comarca.
Juizo garantias
A fase de investigação não corre aqui. A Resolução TJ nº 354, de 4 de junho de 2025, implantou o juiz das garantias da 3ª, 5ª, 9ª e 11ª Circunscrições num único juízo — a Vara do Juiz das Garantias da comarca de Corumbá —, e o artigo 14-G, IV, da Resolução nº 221 registra a distribuição. Inquérito, flagrante, custódia, cautelares, quebras de sigilo e homologação de acordo de não persecução penal tramitam ali até o oferecimento da denúncia ou queixa, quando o feito vai ao juízo da instrução, que reexamina as cautelares. Ficam de fora o Juizado Especial Criminal, a violência doméstica, os crimes militares e os processos do Júri. Desde a Resolução nº 406, de 7 de agosto de 2026, o juiz da fase pré-processual não fica impedido para a fase processual.
Execução penal
É o ponto que mais confunde quem tem parente preso em Aquidauana: há unidade prisional na cidade, mas a execução de quem cumpre em regime fechado ou semiaberto não corre no Fórum local — corre em Campo Grande. A Resolução TJ nº 142, de 6 de julho de 2016, criou a Vara de Execução Penal do Interior, na capital, para todas as comarcas exceto a própria Campo Grande, e a Resolução nº 313, de 8 de maio de 2024, desdobrou-a em duas: pelo artigo 2º, alínea "i", itens 3 e 4, da Resolução nº 221, a 1ª processa o regime fechado e a 2ª, o semiaberto. Progressão, remição, saída temporária, falta grave e livramento de quem está nesses regimes são decididos lá, ainda que o preso permaneça na unidade daqui. Permanecem no juízo criminal da comarca o regime aberto, as restritivas de direitos, o sursis, o livramento já concedido e os acordos de não persecução penal. Duas regras acessórias: medida de segurança — internação e tratamento ambulatorial — é processada pela vara de execução do local de residência do sentenciado (artigo 14-H, acrescentado pela Resolução nº 391/2026), e a multa criminal segue o juízo da condenação (artigo 14-F). A execução tramita no SEEU, do CNJ, e não no e-SAJ do restante do TJMS.
Competência regional especializada
Desde 1º de julho de 2026, matéria fundiária, ambiental e de direitos indígenas saiu do juízo comum daqui: o artigo 12-C, III, da Resolução nº 221, acrescentado pela Resolução nº 404/2026, criou na comarca de Bonito vara regional com competência exclusiva sobre conflitos fundiários, ilícitos ambientais e questões envolvendo direito de povos indígenas e de comunidades quilombolas das comarcas de Anastácio, Aquidauana, Bela Vista, Bonito, Corumbá, Coxim, Jardim, Miranda, Nioaque, Porto Murtinho, Rio Negro e Rio Verde de Mato Grosso — ressalvados os processos de competência da Justiça Federal e os dos juizados especiais criminal e da fazenda pública.
Endereço
Fórum de Aquidauana — Rua Nilza Ferraz Ribeiro, 391, Vila Cidade Nova, Aquidauana - MS, CEP 79200-000
Telefone
Email vara criminal
Email primeira vara cível
Email segunda vara cível
Jurisdição
A comarca abrange o município, com os distritos de Camisão, Cipolândia, Piraputanga e Taunay, e é sede da 5ª Circunscrição Judiciária, que reúne ainda Anastácio, Dois Irmãos do Buriti, Miranda e Bodoquena (artigo 9º, V, do Código). Sede de circunscrição não é sede de foro dos vizinhos: Anastácio tem comarca própria de segunda entrância, e Bodoquena, ainda não instalada, está vinculada à comarca regional de Miranda.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Sem vara federal no município; jurisdição da 1ª Subseção Judiciária — Campo Grande, com Juizado Especial Federal na capital.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Aquidauana (TRT-24), Rua Luis da Costa Gomes, 473.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo portal e aplicativo Meu INSS.
Funai
As terras indígenas do município são atendidas pela Coordenação Regional de Campo Grande da Funai.

Estabelecimentos penais

Panorama
Aquidauana tem duas unidades penais da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, a AGEPEN, autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública: uma recebe presos do regime fechado e provisórios, a outra é do semiaberto e do aberto. Para a família, isso significa visita sem sair do município; para a defesa, uma geografia partida — o corpo fica aqui, a execução do fechado e do semiaberto é decidida em Campo Grande. No Estado a competência da execução se define pelo regime de cumprimento, não pela unidade: mudar de presídio não muda de juízo.
Monitoramento eletronico
A cidade sedia um posto operacional da Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual, da AGEPEN, que acompanha tornozeleira eletrônica: (67) 99952-4324.
Unidades
· Estabelecimento Penal de Aquidauana · Administração
AGEPEN — Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (SEJUSP/MS)
· Estabelecimento Penal de Aquidauana · Telefone videoconferência
· Estabelecimento Penal de Aquidauana · Telefone chefia equipe
· Estabelecimento Penal de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência ao Albergado de Aquidauana · Administração
AGEPEN — Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (SEJUSP/MS)
· Estabelecimento Penal de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência ao Albergado de Aquidauana · Endereço
Rua Treze de Junho, s/nº, Aquidauana - MS, CEP 79200-000
· Estabelecimento Penal de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência ao Albergado de Aquidauana · E-mail
· Estabelecimento Penal de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência ao Albergado de Aquidauana · Telefone juridico social
· Estabelecimento Penal de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência ao Albergado de Aquidauana · Criação
Decreto estadual nº 11.552, de 18 de fevereiro de 2004 (DOE de 19/02/2004); a unidade fora inaugurada em 27 de março de 2003
· Estabelecimento Penal de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência ao Albergado de Aquidauana · Perfil
Mínima complexidade, presos do sexo masculino em regime semiaberto e aberto

Povos indígenas

Situação no município
A base oficial da Fundação Nacional dos Povos Indígenas registra em Aquidauana duas terras indígenas do povo Terena, ambas tradicionalmente ocupadas e sob a Coordenação Regional de Campo Grande. A Terra Indígena Limão Verde está regularizada, com 5.377,2754 hectares. A Terra Indígena Taunay/Ipegue aparece em dois registros, e a diferença entre eles é o que mais se lê errado: um polígono regularizado de 6.461,3459 hectares, o território reconhecido primeiro, e um polígono declarado de 33.900 hectares, resultado do reestudo — declarada, não regularizada. A demarcação física dessa área foi concluída em 2026, em ato acompanhado pela Funai e pelo Ministério dos Povos Indígenas.
Efeito juridico
Duas consequências práticas. Na Justiça Federal, a disputa sobre direitos indígenas é dos juízes federais pelo artigo 109, XI, da Constituição, e Aquidauana responde à Subseção de Campo Grande. Na Justiça Estadual, desde 1º de julho de 2026 as questões de direito dos povos indígenas que não sejam federais estão na vara regional de Bonito. Já o processo criminal comum de indígena acusado de crime sem relação com direitos coletivos segue na Vara Criminal daqui, com as garantias do artigo 231 da Constituição e da Convenção nº 169 da OIT.

Instituições de ensino

Superior
O Campus de Aquidauana da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, o CPAQ, funciona na Rua Oscar Trindade de Barros, 740, Bairro da Serraria, CEP 79200-000, telefone (67) 3241-0401. Entre as graduações está a Licenciatura Intercultural Indígena, ao lado de licenciaturas em Ciências Biológicas, Geografia, História e Letras e de bacharelados como Administração e Geografia.

Ministério Público Estadual

Estadual
A comarca é atendida por três Promotorias de Justiça do MPMS: a 1ª acumula cível, consumidor, meio ambiente, infância e juventude, patrimônio histórico e cultural, habitação e urbanismo; a 2ª responde por pessoa com deficiência, direitos humanos, pessoa idosa, patrimônio público e social, cidadania, saúde e fundações; a 3ª é a criminal.
Atribuição criminal
A 3ª Promotoria oficia nos feitos distribuídos à Vara Criminal, exceto os de violência doméstica e familiar contra a mulher, e tem entre suas atribuições expressas proceder às visitas e inspeções nas unidades prisionais e de segurança pública que mantenham presos e oficiar nas sessões de julgamento do Tribunal do Júri da comarca.
Endereço
Rua Luiz da Costa Gomes, 544, Vila Cidade Nova, Aquidauana - MS, CEP 79200-000
Telefone

Defensoria Pública Estadual

Atendimento
A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul mantém unidade em Aquidauana, na Rua Assis Ribeiro, 711, Bairro Alto, CEP 79200-000, telefone institucional (67) 3241-7919. O atendimento é para quem não tem condições de contratar advogado sem prejuízo do próprio sustento e alcança a matéria criminal e a execução penal, inclusive os incidentes decididos em Campo Grande.
Organização regional
Na divisão por regionais da instituição, Aquidauana integra a que reúne Anastácio, Dois Irmãos do Buriti, Terenos, Miranda, Bodoquena, Porto Murtinho, Bonito, Ladário e Rio Negro.
Defensoria pública uniao
Nas causas de competência da Justiça Federal, o atendimento gratuito cabe à Defensoria Pública da União, que acompanha a Subseção de Campo Grande.

Justiça Federal

Subseção
1ª Subseção Judiciária de Mato Grosso do Sul — Campo Grande (Justiça Federal da 3ª Região)
Jurisdição
Aquidauana não é sede de subseção federal. As sete subseções do Estado ficam em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí e Coxim, e o município responde à da capital, onde estão as varas federais e o Juizado Especial Federal.
Observação competência
A questão indígena dá peso próprio a essa competência. Pelo artigo 109, XI, da Constituição, cabe aos juízes federais a disputa sobre direitos indígenas; o inciso IV alcança as infrações em detrimento de bens, serviços ou interesse da União e de suas autarquias. Nem todo fato ocorrido em aldeia é federal: o deslocamento depende de o litígio versar sobre direitos indígenas ou atingir bem ou interesse da União.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Aquidauana
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (TRT-24), com sede em Campo Grande
Endereço
Rua Luis da Costa Gomes, 473, Aquidauana - MS, CEP 79200-000
Telefone
E-mail
Abrangência
Aquidauana, Anastácio, Bodoquena, Dois Irmãos do Buriti e Miranda

Justiça Eleitoral

Zona
10ª Zona Eleitoral — Aquidauana
E-mail
Telefone
Central atendimento eleitor
148

Segurança Pública

Panorama
A segurança pública daqui carrega três marcas que quase nenhuma cidade de porte parecido reúne: duas unidades penais estaduais, um posto de monitoramento eletrônico de presos e mais de dezessete mil quilômetros quadrados de território, com aldeias, fazendas e distritos distantes da sede. A demanda mistura o urbano com conflito fundiário, crime ambiental na planície e ocorrências em terra indígena — cada um com regra própria de competência.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher funciona pelo 180, 24 horas; na Justiça Estadual, a violência doméstica está fora da competência do juiz das garantias e segue no juízo da comarca.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Cvv
188
Direitos humanos
100
Policia federal
194

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

Utilidade pública

Precisa de um advogado?

Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional