História
A história de Nova Olímpia começa com um agrimensor e uma picada. No começo dos anos 1970, Belizário de Almeida, paulista de Barretos conhecido como Bili, partiu de Assari — hoje entroncamento para Arenápolis e Tangará da Serra — acompanhado de doze indígenas umutina, abrindo caminho até o córrego do Grilo. O nome do córrego não era gratuito: registrava a grilagem de terras que marcava a região naqueles anos, e ficou como um documento involuntário do modo como o oeste mato-grossense foi ocupado. Tudo se fez na enxada, antes da mecanização que mudaria o cerrado uma década depois. Vieram então os migrantes, a maior parte procedente de Olímpia, no interior de São Paulo, e o núcleo passou a se chamar Olímpia, em homenagem à cidade de origem. A Lei Estadual nº 2.153, de 15 de maio de 1960, criou ali o Distrito de Paz de Olímpia, ainda vinculado à vida administrativa de Barra do Bugres, cujo curso histórico os primeiros povoadores acompanharam. A emancipação só veio vinte e seis anos depois: a Lei Estadual nº 4.996, de 13 de maio de 1986, criou o município com a denominação de Nova Olímpia. O prefixo foi acrescentado por razão prática e cartorial — evitar a confusão com a Olímpia paulista, que já existia e que os próprios fundadores tinham deixado para trás.