História
A história de Novo Santo Antônio começa com uma mudança de gado. Em 1959, famílias vindas de Luciara — entre elas a de José Pereira de Souza, o Zeca Pereira, que deixara sua terra após a morte de um filho — subiram o rio das Mortes e fundaram o povoado de Santo Antônio, numa barranca amarela em território tradicional Xavante. Zeca Pereira mandou abrir a estrada até Luciara para transportar o rebanho, ergueu com os companheiros o primeiro campo de aviação e cedeu o terreno ao lado de sua casa para a escolinha onde os padres em desobriga celebravam missa. Em 1968, a Assembleia Legislativa chegou a aprovar a criação do distrito, mas o governador Pedro Pedrossian não sancionou o projeto, e o povoado ficou esquecido. A partir de 1972, veio o capítulo mais duro: fazendeiros reivindicaram as terras ocupadas, e os posseiros enfrentaram pressões, ameaças e longas batalhas judiciais, com apoio da Comissão Pastoral da Terra e dos sindicatos rurais. A vitória veio em 25 de fevereiro de 1981, quando o governo federal decretou a desapropriação da área para a reforma agrária, origem dos assentamentos Santo Antônio da Mata Azul e Macife. Fortalecida, a comunidade aprovou a emancipação no plebiscito de 26 de agosto de 1999, e a Lei Estadual nº 7.173, de 29 de setembro de 1999, criou o município, desmembrado de São Félix do Araguaia e Cocalinho e instalado em 1º de janeiro de 2001.