História
Antes de existir cidade, a região era chamada apenas de Irmandade e pertencia a Jorge Rachid Jaudy, dentro dos limites do antigo município de Diamantino. A mudança começou em 1966, quando um grupo de empresários paulistas capitaneado por José Aparecido Ribeiro comprou cerca de 169 mil hectares e constituiu a Mutum Agropecuária S/A, que obteve na SUDAM a aprovação de um projeto de pecuária dividido em dois núcleos — Arinos e Mutum. Em 1974 vieram os primeiros experimentos com arroz, milho e soja, e em 1977 o agrônomo gaúcho Luiz Carlos Ferreira Bernardes, da Esplanid, foi chamado para desenhar a colonização: 100 mil hectares destacados para venda em lotes de 150 a 400 hectares e 551 hectares reservados desde o início para o centro urbano. Quem comprasse um lote rural recebia de bonificação dois terrenos na futura cidade. Os cinco primeiros contratos foram assinados em junho de 1978, por Almiro Kogler, Anselmo Sand, Alcides Cerrati, Reinaldo Baldissera e Antônio Darold; os primeiros a ocupar as terras foram Antônio Darold, os filhos e Alfredo Horn, no núcleo Santo Antônio. Praticamente todos os pioneiros vieram de pequenas propriedades do oeste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O povoado virou distrito de Diamantino pela Lei Estadual nº 4.408, de 26 de novembro de 1981, e município pela Lei Estadual nº 5.321, de 4 de julho de 1988, instalado em 1º de janeiro de 1989. Hoje o território reúne o distrito sede e o distrito de Ranchão.