História
Floriano tem uma certidão de nascimento incomum: a cidade não brotou de fazenda nem de capela, mas de um projeto agrícola do Império. O Decreto Imperial nº 5.292, de 10 de setembro de 1873, criou a Colônia Agrícola São Pedro de Alcântara na margem direita do rio Parnaíba, sob a liderança de Francisco Parentes, o primeiro agrônomo piauiense — a pedra fundamental foi lançada em 1874. O estabelecimento rural destinava-se também à educação de filhos de escravos e de libertos pela Lei do Ventre Livre, o que fez do lugar um dos primeiros experimentos de ensino agrícola das Américas. O povoado-sede da colônia foi elevado a Vila da Colônia pela Resolução nº 2, de 19 de junho de 1890, e recuperou autonomia plena em 1895. Dois atos de 1897 selaram o destino da cidade: a Lei estadual nº 154, de 16 de junho, criou a Comarca de Floriano, então de 1ª entrância; e a Lei nº 144, de 8 de julho, elevou a vila a cidade com o nome que homenageia o "Marechal de Ferro" Floriano Peixoto. Do porto fluvial que escoava a produção do sertão à ponte da BR-230, Floriano cresceu como o elo do Piauí com o Maranhão no médio Parnaíba.