História
Poucos municípios contam a própria origem com tanta franqueza no nome: Miguel Alves era uma pessoa — um cearense que se instalou à beira do Parnaíba no início do século XIX e prosperou fabricando fumo em corda. Em torno do seu estabelecimento, com o rio servindo de estrada, as fazendas de gado tomaram as várzeas, as matas e os campos, e o povoado ganhou o nome do pioneiro. A região viveu a Balaiada: em 1839, combates contra as forças rebeldes marcaram estas margens, com lideranças locais como Antônio de Souza Mendes. A seca de 1875-1877 trouxe nova leva de povoadores — retirantes atraídos pelas terras úmidas junto ao rio, refúgio raro no semiárido. A emancipação veio tarde e por partes: a Lei estadual nº 636, de 11 de julho de 1911, criou o município desmembrado de União, instalado em 24 de maio de 1912, e a Lei nº 1.088, de 7 de julho de 1924, elevou a sede a cidade. Um século depois, a filha emancipada e a comarca-mãe seguem pareadas: a mesma AISP, a mesma Central de custódia, o mesmo rio.