História
A cidade nasceu de um produto que quase ninguém lembra: a maniçoba, arbusto da caatinga de cujo látex se extraía borracha. Por volta de 1902, com a boa cotação do produto, comerciantes vindos sobretudo do Ceará e de Pernambuco chegaram à região e montaram um comércio de troca — dinheiro e gêneros alimentícios por maniçoba. O sistema durou até 1908, quando o preço caiu e o grupo se enfraqueceu; os comerciantes se deslocaram para um lugar chamado Vigário, criaram ali uma pequena feira e, depois, mudaram-se para a margem direita do brejo do Sossego, onde hoje está a praça João de Deus. Foi esse último ponto que recebeu o nome de Inhuma. As terras da futura sede pertenciam a um único proprietário; ao redor da feira ergueram-se as primeiras casas e lojas. Entre 1918 e 1924 construiu-se a capela sob a invocação de São José, padroeiro da cidade, e em 1935 o prefeito de Valença do Piauí mandou levantar um mercado público e criou ali uma agência de arrecadação de impostos, o que consolidou o povoado. A emancipação veio pela lei estadual nº 985, de 17 de maio de 1954, com desmembramento de Valença do Piauí e instalação em 13 de junho do mesmo ano.