História
Pedro II é o município piauiense que mais trocou de nome — e o único que trocou para trás. O povoado do Piquizeiro nasceu no fim do século XVIII, em torno da capela de Nossa Senhora da Conceição erguida por João Alves Pereira e seus companheiros portugueses nas serras dos Matões. A paróquia veio em 1851; três anos depois, em 1854, o município foi criado desmembrado de Piracuruca com o nome de Pedro Segundo, cortesia ao imperador que então reinava — instalação em 1855. Proclamada a República, a homenagem virou constrangimento: em 1889 o município foi rebatizado de Matões, nome da geografia, e em 1891, ao ser elevado a cidade, ganhou o pomposo Itamarati, nome da diplomacia. Nenhum dos dois colou no uso do povo, e em 1911 a lei se rendeu ao costume: a cidade voltou a chamar-se Pedro II, e o gentílico — pedro-segundense — guarda até hoje a forma extensa do batismo imperial. No século XX, a descoberta das opalas nas serras do município acrescentou ao nome monárquico uma identidade mineral que nenhuma outra cidade brasileira tem.