História
Toda a história administrativa do Piauí começa em Oeiras. O povoado que os vaqueiros das fazendas de gado formaram no vale do Canindé virou a vila da Mocha pela Carta Régia de 30 de junho de 1712 — quando nenhum outro núcleo piauiense tinha foros de vila —, e por quase um século e meio tudo o que a capitania e depois a província decidiam se decidia ali: a elevação a cidade veio pela Carta Régia de 19 de junho de 1761, e meses depois o Ato de 13 de novembro trocou Mocha por Oeiras, no auge do consulado pombalino. A perda da capitalidade para Teresina, em 1852, foi o divisor: a corte administrativa mudou-se para a beira do Parnaíba, e Oeiras ficou com o que nenhuma mudança de capital carrega — as igrejas, o casario, os arquivos e o título permanente de berço do estado. O século XX e o XXI transformaram essa herança em identidade pública: o tombamento da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória pelo IPHAN em 1939, entre os primeiros do órgão no Nordeste, e o do conjunto histórico inteiro em 2012 fizeram da primeira capital um dos dois grandes sítios urbanos protegidos do Piauí.