História
Esperantina começou num pedaço de papel de 1739: a carta que conferiu o sítio Boa Esperança ao português Miguel Carvalho e Silva, que ali fixou residência e constituiu numerosa família. O vizinho João Antônio dos Santos, dono da Fazenda Urubu, ergueu casas e currais e chamou o lugar de Retiro — e a povoação virou o Retiro da Boa Esperança. O pai dele deixou à comunidade um legado curioso: três tanques de pedra à margem do rio Longá, com a recomendação de que não entrassem em inventário nenhum e ficassem como bem comum. Em 1847 concluiu-se a capela de Nossa Senhora da Boa Esperança, matriz da devoção local. A trajetória administrativa foi de idas e vindas: vila em 1920, o município foi extinto em 1931 e anexado a Barras do Marataoã, recriado como Boa Esperança pelo Decreto Estadual nº 1.575, de 17 de agosto de 1934, e instalado em 24 de março de 1938. O nome definitivo veio pelo Decreto Estadual nº 754, de 30 de dezembro de 1943: Esperantina, forma que desfez a confusão com as muitas Boa Esperança do Brasil sem abrir mão da esperança do batismo original.