História
A história de São Miguel do Tapuio começa com uma doação e uma condição. A fazenda Deliciosa, de Dona Rosaura Muniz Barreto — proprietária da sesmaria Cabeça do Tapuio —, deu origem ao povoado quando a fazendeira doou uma gleba para a construção da igreja do Arcanjo São Miguel e a formação de um núcleo populacional. A escritura impunha a troca do nome: Deliciosa viraria São Miguel, em memória do filho da doadora, Miguel, morto muito jovem — e o arcanjo virou padroeiro. Em janeiro de 1909 o povoado foi elevado a distrito com o nome seco de Tapuio, subordinado a Castelo do Piauí. A emancipação veio pela Lei estadual nº 1.113, de 18 de outubro de 1930, que criou o município de São Miguel do Tapuio desmembrado de Castelo — mas durou pouco: o Decreto estadual nº 1.279, de 26 de junho de 1931, extinguiu o município e devolveu seu território a Castelo. A autonomia definitiva veio com o Decreto estadual nº 1.589, de 4 de outubro de 1934, e a instalação, em 29 de março de 1938. O gentílico oficial guarda a dupla identidade: são-miguelense ou tapuiense.