História
A história de Pedro Velho é a de uma cidade que fugiu do próprio rio. O primeiro núcleo foi o povoado de Cuitezeiras, fundado pela família Afonso na margem esquerda do Curimataú, em área antes ocupada por grupos indígenas paiaguás; a capela dedicada a Santa Rita de Cássia foi benzida em 1862, e ao redor dela se formaram as primeiras casas, num lugar que reunia trinta fazendas de gado, dois engenhos de açúcar e dois descaroçadores de algodão. Em 1901 uma grande enchente inundou a vila inteira; só a capela ficou de pé. Um morador ergueu casa a dois quilômetros dali, no seco, e o novo núcleo cresceu com o nome de Vila Nova. A sede municipal foi transferida para lá pela Lei Estadual nº 181, de 4 de setembro de 1902, e em 26 de novembro de 1908, pela Lei Estadual nº 261, Vila Nova virou Pedro Velho. Novas cheias em 1917 e 1924 confirmaram o acerto da mudança. Do sítio original restam a capela de Santa Rita, um cemitério antigo, um cruzeiro de alvenaria e uma velha samaumeira. O município, criado em 1890 por desmembramento de Canguaretama, chegou a ter Montanhas como distrito, entre 1938 e 1962, quando ela se emancipou.