História
Antes do santo, o lugar pertencia à onça. O núcleo surgiu no final do século XVIII como Salto da Onça, nome tirado de uma lenda de caça: numa pedra rachada ao meio, de fenda com quase três metros, uma onça teria sido atingida mortalmente em pleno salto. A fundação urbana tem nome de mulher — Ana Joaquina de Pontes, que em 1850 comprou um sítio entre os rios Jacu e Jacuzinho, instalou-se com a família, ergueu casas, desenvolveu a agricultura e doou as terras da Capela de Nossa Senhora da Conceição. O vigário de Goianinha, Padre Manoel Ferreira Borges, rezou ali a primeira missa e rebatizou o povoado de Santo Antônio. A vida administrativa foi cheia de idas e vindas: distrito em 1886, vila desmembrada de Goianinha em 1890, extinta e reanexada em 1891, município de novo pela Lei nº 6, de 8 de janeiro de 1892 — e ainda se chamou Padre Miguelinho entre 1943 e 1948, antes de a lei devolver o nome definitivo.