História
A história de Cerejeiras tem duas camadas separadas por quase dois séculos. A mais antiga remonta a um acampamento fundado às margens do rio Guaporé no século XVIII pelo capitão Antônio Rolim de Moura, depois ocupado por escravos fugidos de Vila Bela e usado como apoio à navegação fluvial — um ponto que ficou praticamente esquecido, com um único marco físico erguido em 3 de janeiro de 1907, um cruzeiro de bronze. A segunda camada é a da colonização dirigida do século XX: a Segunda Guerra Mundial trouxe a demanda pela borracha amazônica e, com ela, os "soldados da borracha" nordestinos, a ponto de a região ganhar, em 1943, uma pista de pouso para aviões Catalina. O núcleo urbano atual nasceu só depois, como Núcleo Urbano de Apoio Rural do Projeto Integrado de Colonização Paulo Assis Ribeiro, do INCRA, implantado na gleba Guaporé a partir de agosto de 1974. O nome veio da cerejeira, árvore de madeira usada em carpintaria e construção. A emancipação administrativa veio pela Lei estadual nº 71, de 5 de agosto de 1983, desmembrada de Colorado do Oeste — o município-mãe, apesar da proximidade fonética entre os dois nomes ser pura coincidência histórica.