História
O topônimo é mais antigo que quase tudo o que existe na cidade. O verbete oficial do IBGE atribui o nome a uma etnia indígena chamada Corumbiara, que ocupava as margens do rio de mesmo nome, e registra que os primeiros habitantes do território foram indígenas que se retiraram da região a partir de 1980, com a chegada dos colonos. Esses colonos vieram tomar posse de lotes distribuídos pelo INCRA por meio do NUAR Nova Esperança, um núcleo urbano de apoio rural do Projeto de Colonização Paulo Assis Ribeiro — o mesmo projeto que, mais ao sul, originou Colorado do Oeste e Cerejeiras. A Lei estadual nº 377, de 13 de fevereiro de 1992, elevou a localidade a município, desmembrando território de Colorado do Oeste e de Vilhena, com sede no antigo povoado de Nova Esperança. Há aqui um dado cronológico que a ficha destaca porque muda a leitura de tudo o que veio depois: a instalação do município só ocorreu em 1º de janeiro de 1997 — cinco anos após a lei de criação, e mais de um ano depois dos acontecimentos de 1995 que levariam o nome de Corumbiara ao sistema interamericano de direitos humanos.