História
Antes de ser cidade, Rio Pardo foi fronteira. Por volta de 1633 jesuítas espanhóis se estabeleceram na região e foram arrasados pelos bandeirantes de Raposo Tavares; a colonização portuguesa só voltou um século depois, com casais açorianos. Em 1752, diante da resistência à comissão que demarcava as fronteiras do Tratado de Madri, a Coroa ergueu o Forte Jesus-Maria-José na confluência do rio Pardo com o Jacuí e ali instalou um Regimento de Dragões. Ao redor dos soldados se juntaram tropeiros, comerciantes e colonos, e do fim do século XVIII ao começo do XIX Rio Pardo foi um dos núcleos mais importantes da Capitania — praça militar de onde partiam expedições contra os espanhóis e entreposto comercial que abastecia as Missões, o Pampa e a Serra pelo porto fluvial. Quando a Capitania foi dividida em quatro municípios, em 1809, Rio Pardo recebeu um dos maiores territórios; a vila foi criada por Alvará de 27 de abril de 1809 e instalada em 20 de maio de 1811. A resistência militar rendeu o título de "Tranqueira Invicta". A ferrovia e a saída dos quartéis trouxeram a decadência no fim do século XIX, e Candelária se desmembrou em 1925; o século XX devolveu fôlego com o arroz. A cidade guarda a Rua da Ladeira, calçada em 1813 e tombada pelo IPHAN em 16 de março de 1955 — tida como a primeira rua calçada do Estado.