História
Quase tudo em Parobé começou tarde e depressa. As terras vêm do desmembramento da fazenda de José Martins, na margem direita do encontro dos rios dos Sinos e Paranhana, vendida em lotes a colonos alemães chegados em 1846 com Tristão Monteiro. O ponto de virada foi ferroviário: com o trecho da Viação Férrea entre Novo Hamburgo e Taquara, a estação inaugurada em 15 de agosto de 1903 puxou o povoado, que adotou o nome dela. Em 1906 veio o cartório de registro civil; em 1908 o lugar virou 3º distrito de Taquara, vivendo de mandioca, serraria, moinho e atafonas. Foram as sucessivas divisões da terra entre gerações que empurraram a virada seguinte: os minifúndios não sustentavam mais ninguém, e nos anos 1940 quem tinha algum capital montou ali mesmo as primeiras fábricas de calçado. Nos anos 1970, com a exportação, a migração veio de longe e a vila estourou — faltou casa, escola, hospital, banco, água, rua calçada. Taquara não dava conta do próprio distrito. Em 1980 formou-se a comissão emancipacionista; em 25 de novembro de 1981 a Assembleia aprovou o pedido; no plebiscito de 28 de março de 1982, 91% votaram sim. O município foi criado por lei estadual de 1º de maio de 1982, desmembrado de Taquara e de Sapiranga, e instalado em 31 de janeiro de 1983. Cinco anos depois perderia o distrito de Campo Vicente, que virou Nova Hartz.