História
Antes de ser cidade, Santo Antônio da Patrulha foi um posto de cobrança de impostos. Aberta por volta de 1736 a Estrada dos Tropeiros, por onde Cristóvão Pereira de Abreu fez passar o gado que subia para Sorocaba e Minas Gerais, a Coroa instalou no caminho um "Registro" — a guarda que o povo chamou de patrulha — para fiscalizar os rebanhos. Em 1743 o soldado Inácio José de Mendonça e Silva estabeleceu-se com roças e casas onde hoje é a sede e ergueu com a mulher, Margarida Exaltação da Cruz, uma capela dedicada a Santo Antônio; em 1760 inaugurou-se a Capela Curada de Santo Antônio da Guarda Velha de Viamão, e em torno dela se organizou a vida administrativa de um núcleo que atendia todo o Litoral Norte e parte da serra. Casais açorianos assentados a partir de 1771 deram a base da colonização. Em 1809 o povoado participou da primeira divisão municipal do Rio Grande do Sul, elevado a vila por Alvará de 27 de novembro daquele ano e instalado em 3 de abril de 1811. O território encolheu ao longo do século XX: distritos como Rolante, Riozinho e, por fim, Caraá emanciparam-se — este último permanecendo até hoje sob a comarca patrulhense.